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DAS ANTIGAS: Histórias do Pirarucu do Madeira, o mais tradicional bloco de rua de Porto Velho

A energia estava tão boa que o povo serpenteou cantando e frevando sem notar a agonia

Blog da Luciana Oliveira

13 de Fevereiro de 2020 às 12:04

Foto: Divulgação

Teve um ano que o carro de som quase pegou fogo.

 

Tudo bem que o bloco dispense trio elétrico para aproximar os foliões e minimizar perigo.

 

Mas, esse foi o carro de som mais improvisado e sem futuro da história deste bloco.

 

Era todo desengonçado e lá pelas tantas, faiscou com o som da banda Puraqué.

 

Não aguentou a descarga elétrica de frevo.

 

E sabe o que é mais fantástico?

 

Não, não foi o bloco conseguir terminar o desfile.

 

Foi que os foliões não perceberam a dificuldade dos músicos e dos amigos que puxavam a geringonça.

 

A energia estava tão boa que o povo serpenteou cantando e frevando sem notar a agonia.

 

Hoje temos dois carros que sincronizam o som da banda, pequenos, mas dignos.

 

Esse aí era uma fuleiragem só, mas convenhamos, tinha seu charme.

 

Foi como um beijo no calor de meio dia que dá calafrio e faz a gente voar.

 

Foi prova de resistência da cultura popular!

Direito ao esquecimento

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