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COVID-19: Mulher de PM está na UTI e ele acusa prefeitura por falta de tratamento adequado

Ele disse que quando procurou o call center da prefeitura pela primeira vez, disseram que era para a esposa tomar dipirona e ficar em casa

RONDONIAOVIVO

16 de Maio de 2020 às 10:55

Atualizada em : 16 de Maio de 2020 às 11:59

Foto: Divulgação

 

Um drama vivido por uma família de Porto Velho, devido ao coronavírus, ficou ainda pior. O caso envolve o sargento da Polícia Militar, Edvaldo Coelho, e a esposa dele que contraiu a Covid-19 e se encontra entubada na UTI da Unidade da Assistência Médica Intensiva (AMI), onde deu entrada na última terça-feira (12).

 
A primeira vez que o policial procurou assistência para a esposa foi na quinta-feira (07), quando ela começou a apresentar, de forma mais intensa, os sintomas da doença. O casal foi ao Centro de Especialidades Médicas (CEM), da Prefeitura de Porto Velho, onde foram informados que para o atendimento, primeiro teriam que fazer um contato com o call center.
 
Eles ligaram e foram orientados a tomar dipirona e paracetamol e ficar em casa de repouso. No dia 09, o estado dela piorou e o policial ligou para o call center que orientou que fossem para o CEM. No centro, a esposa desmaiou caindo ao solo, momento em que apareceram os servdore para prestar assistência.
 
 
O que era para ser apenas um atendimento médico, acabou com a prisão do PM, acusado de ter sacado uma arma de fogo para um médico de plantão na unidade. A polícia foi acionada e ele foi levado para a delegacia e preso pelo crime de ameaça.
 
 
Edvaldo afirmou que quando consultou o call center da prefeitura, que trata da Covid-19, no dia 07, a mulher estava ainda com os primeiros sintomas da doença. “Se tivessem feito o exame e entrado com a medicação correta, talvez não teria acontecido o que está ocorrendo agora com ela”, afirmou.
 
 
Ele informou que depois da confusão no CEM, no mesmo dia, a esposa fez exame para detectar o covid-19 e o resultado saiu na última terça-feira (13). O estado dela, segundo ele, é que ela se encontra estável. “Ele teve um problema no rim”, disse.
 
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A Prefeitura de Porto Velho emitiu uma nota contestando as acusações de Edvaldo. No texto, emitido pela assessoria de Comunicação do município, é dito que todos os procedimentos foram feitos e acusam o policial de ter ameaçado a equipe médica em duas ocasiões.
 
 
Leia a nota
 
Nota da Prefeitura de Porto Velho
 
A prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), informa que seguiu os protocolos preconizados pelo Ministério da Saúde no atendimento da paciente.
 
No primeiro contato com o Call Center, dia 7 de maio, o médico classificou como caso leve mediante os sintomas relatados pela paciente, orientada a permanecer em casa em isolamento domiciliar, como é o procedimento. Todos os pacientes atendidos no Call Center são orientados a retornar a ligação em caso de piora nos sintomas.
 
A paciente buscou atendimento presencial direto no CEM, dia 09, onde o esposo Policial Militar ameaçou de morte a equipe médica plantonista. Foi coletado material para testagem de Covid-19, realizados exames e, por não apresentar gravidade no quadro, encaminhada para casa com receitas e orientações médicas.
 
A paciente fez novo contato com o Call Center, dia 11 de maio, que foi encaminhada ao CEM, onde o tumulto ocasionado pelo esposo se repetiu. Na ocasião, o militar acionou um médico da Polícia Militar que prestou atendimento e encaminhou a paciente para casa, mesmo após o atendimento do CEM.
 
Na noite de 13 de maio, a paciente buscou atendimento na UPA SUL, já com resultado confirmado de Covid-19. Foi prontamente atendida, medicada e colocada em observação para estabilização do quadro. A paciente apresentou piora no padrão respiratório e, para proteção da paciente, a conduta médica foi de entubação e encaminhamento para a AMI (Unidade de Assistência Médica Intensiva).
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