CONFUSÃO: Policial Federal perde cargo após ser flagrado batendo em criança

Família do menor agredido registrou boletim de ocorrência e pensa em se mudar de condomínio

CONFUSÃO: Policial Federal perde cargo após ser flagrado batendo em criança

Foto: Divulgação

Um agente administrativo da Polícia Federal (PF) foi flagrado, pelo circuito de segurança de um condomínio no Guará 2, agredindo um adolescente de 13 anos de idade com um chinelo. Após o caso, o homem, de 44 anos, perdeu um cargo comissionado no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MSJP) e responde por lesão corporal, ameaça e difamação.

 

As agressões aconteceram em 26 de setembro, após uma brincadeira de crianças. Segundo relatos do advogado que representa a vítima, Júlio César Silva Pereira, algumas crianças brincavam no estacionamento do prédio e, em determinado momento, um dos meninos pegou uma sandália da amiga da filha do agressor. “Uma das crianças escondeu essa sandália e a filha do agressor subiu chorando e falou para o pai”, detalha Júlio.
 
 
Nesse momento, o acusado teria descido do apartamento e encontrado o par de chinelos próximo a um adolescente de 13 anos. “Ele pegou a sandália e começou a bater no menino, com apertões no braço. No laudo do IML (Instituto Médico Legal) foi constatado a lesão no nariz e no braço. O nariz sangrava muito”, afirma Júlio.
 
 
O irmão mais novo do adolescente, 7 anos, presenciou as agressões. “Ele pedia para o homem parar”, conta o advogado. Os dois meninos voltaram para o apartamento e ligaram para a mãe, que trabalha na área da saúde. A mãe, abalada com a situação, decidiu voltar para a casa, e contou com a ajuda de um amigo. “Esse amigo viu que ela estava muito nervosa, por isso preferiu acompanhá-la”.
 
 
Ao chegarem no condomínio, a família sofreu novas ameaças. “Eles se deparam com o agressor no salão de festa. Quando chegaram, o agressor partiu para cima do amigo que acompanhava a mãe do adolescente e perguntou se ele era o pai do garoto. Quando o homem negou, ele disse que tinha acabado de se livrar de uma taca”, conta Júlio.
 
 
A mãe do adolescente agredido decidiu acionar a Polícia Militar do DF (PMDF) e avisou ao agressor. Mas o acusado repondeu que batia na polícia e nela também. O caso foi registrado na 4ª Delegacia de Polícia, do Guará. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Juizado Especial Criminal do Guará. O caso está tipificado como ameaça, difamação e lesão corporal. “Agora estamos aguardando um posicionamento do MPDFT”, explica o advogado.
 
 
De acordo com Júlio, a família conseguiu uma medida protetiva para o menor de idade e a mãe. “Ele não pode se aproximar mais de 500 metros. Também entrei com uma representação na PF, contra o agente administrativo, e vou buscar uma indenização de danos morais e materiais”, destacou o advogado.
 
 
Segundo o relato da mãe do adolescente, o menino está choroso e precisa de acompanhamento psicológico. A família está abalada e pensa em se mudar de condomínio.
 
 
Comissionado
 
O Diário Oficial da União publicou, em 6 de outubro, a decisão de suspender o envolvido na confusão do cargo que ocupava no Ministério da Justiça. O homem é lotado em Natal, no Rio Grande do Norte, mas foi cedido ao Distrito Federal. Ele não reside no condomínio da família, mas frequenta o local para visitar a ex-mulher e a filha.
 
 
O outro lado
 
A equipe de reportagem tentou contato com acusado, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. A Polícia Federal também não se posicionou sobre o caso, nem o Ministério da Justiça e Segurança Pública, para confirmar se a perda do cargo no Ministério da Justiça se refere às agressões praticadas por ele.


 
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