AMBIENTAL: Parque Jardim das Mangueiras se torna Área de Proteção

Objetivo é proteger o igarapé local e suas respectivas nascentes

AMBIENTAL: Parque Jardim das Mangueiras se torna Área de Proteção

Foto: Divulgação

 

Tradicional ponto de lazer e de prática esportiva, o Parque Jardim das Mangueiras, conhecido como Skate Parque, agora é uma Área de Proteção Ambiental (APA). O principal objetivo com a decisão é proteger o igarapé local e suas respectivas nascentes, que se encontram inseridos na Área Verde Municipal.
 
O anúncio veio por meio do Decreto nº 18.374, de 16 de agosto deste ano. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente (Sema), Álvaro Luiz Mendonça de Oliveira, outras áreas já estão sendo avaliadas para o mesmo fim.
 
Decisão busca proteger igarapé após descoberta de nascentes
 
“A grande importância é que ela (APA Parque das Mangueiras) é o ‘embrião’ de uma área maior que a gente pretende constituir, que vai englobar o Igarapé do Botinha interligando à área da Estação Capivara e, mais à frente, ao Parque Natural de Porto Velho. A ideia é que a gente possa ter esse corredor todo integrado”, revelou Álvaro.
 
A transformação da área em reserva, segundo o secretário, abre a possibilidade de investimentos de mais recursos utilizando o Fundo de Meio Ambiente. “Grande parte de recursos desse fundo é arrecadação de multas, compensações ambientais. Para poder dar destinação a esses recursos é preciso seguir as regras específicas do fundo, e, neste caso, é possível investir na área a partir da constituição dela como APA”, explicou.
 
Álvaro revela ainda que a capital possui sete microbacias ao longo de todo o território. “A gente podendo preservar essas nascentes, conseguimos fazer um circuito de caminhada ou ciclovia percorrendo todas as nossas áreas verdes, interligando com esse grande corpo que a gente passa a ter através dessas microbacias em áreas arborizadas, o que gera mais qualidade do ar para a cidade”, completa.
 
Nova área de proteção ambiental é tradicional ponto de lazer da capital
 
CORREDOR ECOLÓGICO
 
Roberval Zúniga, coordenador de Restauração Ambiental, esclareceu como que a nova reserva se insere dentro do plano maior. “Nós chamaríamos de corredor ecológico ou mosaico e esse é o grande projeto para que possamos preservar essas áreas dentro da área urbana de Porto Velho”, considerou.
 
Sobre o despejo de esgoto e água servida de imóveis privados ou residenciais no igarapé, Zúniga disse que há cerca de dois meses aconteceu a autuação dos empreendimentos identificados em 2021 e anteriormente notificados. Os processos estão em fase de recurso.
 
“Fizemos os devidos registros na Delegacia de Crimes contra o Meio Ambiente e o Ministério Público do Estado já aguarda a fase de recursos para tomar as devidas providências. Tudo que cabe à Sema fazer foi feito”, concluiu.
 
IDENTIFICAÇÃO
 
Somente no Parque das Mangueiras, doze nascentes foram identificadas. São 7,14 hectares com vegetação natural, sendo que o inventário das espécies arbóreas registra 68 diferentes espécies, com 461 árvores, fora as mangueiras que geraram o nome do parque.
 
Em breve, plaquetas com um QR Code serão distribuídas em uma árvore de cada espécie, onde os usuários do espaço poderão fazer a leitura do código e ter acesso às informações sobre o gênero específico.
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