EQUIDADE: Carnaval só é completo quando também alcança as pessoas com deficiência

"O carnaval precisa ser pensado para todos. Inclusão não é favor, é direito", diz Jailton Delogo

EQUIDADE: Carnaval só é completo quando também alcança as pessoas com deficiência

Foto: Ilustrativa/Reprodução da Internet

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A transformação do Carnaval de rua ao longo dos anos ampliou o acesso do público e reforçou o caráter democrático da festa. O que antes era concentrado em salões e limitado a grupos específicos, hoje ocupa avenidas e bairros, reunindo milhares de foliões de diferentes realidades. Há quem desfile com abadá e há quem prefira curtir fora das cordas, de forma vibrante e cheio de energia, o espírito carnavalesco se expandiu.
 
Mas, para o ativista da inclusão, Jailton Delogo, a popularização só é completa quando alcança também as pessoas com deficiência. Segundo ele, não se trata apenas de boa vontade dos organizadores, e sim do cumprimento de um direito garantido, o de participar plenamente da vida cultural, do lazer e dos espaços públicos. 
 
“O carnaval precisa ser pensado para todos. Inclusão não é favor, é direito”, ressalta. 
 
O tema ganhou repercussão no quadro Momento da Inclusão, exibido na tv Rondônia, durante a programação, representantes de blocos carnavalescos informaram que Porto Velho, em 2026, busca avançar na estrutura de acolhimento, com organização, acessibilidade e ambientes preparados para receber esse público.
 
Entre os exemplos citados, o bloco Pirarucu do Madeira, saiu na frente ao disponibilizar um intérprete de Libras. A iniciativa permitiu que pessoas com deficiência auditiva acompanhassem anúncios, orientações e tudo o que aconteceu na avenida, ampliando a participação e garantindo autonomia. A medida foi vista como um marco e demonstra que atitudes práticas podem transformar a experiência de quem, por muito tempo, ficou à margem da festa.
 
Além da estrutura oferecida pelos organizadores, Jailton destaca que a colaboração dos foliões é fundamental. Para ele, empatia e respeito são ingredientes indispensáveis. “Muitos enfrentam obstáculos apenas para conseguir estar ali, receber bem, evitar comentários ofensivos e agir com naturalidade, ajudam a construir um ambiente realmente inclusivo”, afirma.
 
“Palavras podem abrir alas ou fechar portas, e ninguém merece um desfile com constrangimentos”. Delogo reforça ainda, que o direito ao lazer tem a mesma importância que o acesso à educação, ao trabalho e à saúde. A presença das pessoas com deficiência nos eventos públicos é parte da construção de uma sociedade mais justa e representativa.
 
Ao final, o Dr deixa um incentivo que esse público participe, ocupe os espaços e aproveite a festa. Quanto maior a diversidade na avenida, maior a riqueza do Carnaval. Porque, pode ter certeza, no fim das contas, quando todo mundo cabe na folia, a alegria desfila em dobro.
 
Se você deseja acompanhar ou saber mais sobre o tema "Pessoa com Deficiência", basta acessar o perfil @jailtondelogo.
 
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