GANHOS: Reflorestamento e agricultura familiar geram lucros em Rondônia

Atuação de especialistas garante dinheiro extra para pequenos agricultores no interior do estado

GANHOS: Reflorestamento e agricultura familiar geram lucros em Rondônia

Foto: Divulgação

A experiência do agricultor familiar Ailson Guerra e de sua esposa, Ivonete de Jesus, como beneficiários do projeto Plantar Rondônia é um bom exemplo de como o apoio à comunidade da agricultura familiar da Amazônia rondoniense tem potencial para gerar melhorias. 
 
Esses ganhos vão muito além da regularização ambiental dos imóveis rurais e da conservação e restauração de áreas de floresta, que são objetivos estratégicos do projeto.
 
O apoio também tem criado ambientes propícios para a diminuição das vulnerabilidades sociais dessas famílias através da geração de várias fontes de renda aos produtores e produtoras rurais.
 
O casal reflorestou a primeira área degradada da propriedade em parceria com o Centro de Estudos Rioterra em 2017. Na área de Reserva Legal de 3,5 hectares foram plantados pés de cacau intercalados com mudas de espécies florestais nativas da Amazônia, como sucupira, cumaru, ipê, rambutã e castanha. 
 
 
As árvores ficaram em um arranjo agroflorestal desenhado por técnicos da Rioterra em atendimento às normas indicadas no Código Florestal brasileiro e de acordo com as características do imóvel rural.
 
Em 2021 eu colhi a primeira safra de cacau. Foram quase 15 arrobas de amêndoas e consegui ter um lucro de cerca de R$ 5 mil. Como este ano os pés já estão totalmente formados, minha expectativa é gerar mais de R$ 12 mil de lucro do cacau. E a tendência é a colheita só aumentar pelos próximos 8 anos, período que os pés chegam na produção máxima e se estabilizam”, explica Ailson Guerra.
 
Futuro
 
O produtor rural também lembra que o cacau é uma cultura para ser colhida por décadas e que as árvores plantadas nesta área prestarão importantes serviços ecológicos no entorno. 
 
“Essa agrofloresta vai beneficiar meus filhos e netos. E ainda estou contribuindo para aumentar as áreas de floresta na Amazônia, melhorar o ar que anda poluído, e na qualidade do solo e da água. Sem contar os animais, que sem floresta, vão entrando em extinção”, completa Ailson.
 
 
De acordo com as características da área a ser reflorestada, é possível plantar mudas de café em até 80% da área, pois o cacau é uma espécie nativa da Amazônia. Os outros 20% devem ser de espécies florestais para promover a diversidade biológica da agrofloresta. 
 
E no período de crescimento das mudas, ainda é possível otimizar o uso do solo e plantar outras culturas agrícolas de ciclo produtivo curto.
 
Enquanto esperava as árvores e pés de cacau crescerem na área reflorestada de seu sítio de 12 hectares, localizado em Itapuã do Oeste, o seu Ailson seguiu as orientações do agrônomo Adriano Ramos, extensionista rural da Rioterra responsável pelo atendimento dos beneficiários do Plantar Rondônia naquela região, e plantou outras culturas na área, como a banana. 
 
“Em 2021 eu consegui fazer mais de R$ 20 mil reais só com a banana que plantei naquela área do sítio”, completa. 
 
O Plantar Rondônia é realizado pelo Centro de Estudos Rioterra em parceria com a Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e apoio financeiro do BNDES através do Fundo Amazônia.
 
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