Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.
Uma média de 20 a 25 empresários são atendidas diariamente na sede do Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi) de Rondônia. Os
![]() |
A partir de 2010, quando foi liberada a inclusão de Rondônia na categoria Microempreendedor Individual (MEI), o Simpi vem desenvolvendo um trabalho de formalização de milhares de pequenos empreendedores que trabalham ou trabalhavam na informalidade. Desde então, cerca de 8 mil empresas se formalizaram por meio do Simpi. De acordo com o presidente da instituição, Leonardo Sobral, em média 90% deste segmento já atuava no mercado quando resolveu ingressar na categoria MEI para adquirir um CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) e se tornar um contribuinte legalmente constituído.
Já Laurie Pessoa chama a atenção para o grande número de aposentados que procuram o Simpi para se informar sobre a criação e desenvolvimento de negócio próprio que necessitam muito de informações, principalmente por causa das dificuldades de trabalhar com as novas tecnologias de informação.
Atendimento integrado
Para facilitar a vida dos pequenos empreendedores, o Simpi desenvolveu o Projeto de Atendimento Integrado (PAI), considerado pelo Ministério da Industria e Comercio Exterior, pelo Sebrae Nacional e pela Associação Telecentro de Informação e Negócios (ATN) como uma referência nacional, inclusive foi ganhador do premio de “Inovação em Sustentabilidade Empreendora” , pela implantação e funcionamento do programa.
O PAI inclui , a abertura de empresa; solicitação de Inscrição Estadual; abertura de Conta Corrente pessoa Jurídica; (em parcerias com Bradesco, Caixa Econômica e Banco do Brasil), solicitação do ‘Cartão de Crédito Pessoa Jurídica’, aquisição de máquina de cartão para vendas, treinamento de Orientação Financeira e Microcrédito Orientado, e até a informatização do novo negocio por meio do Sistema SIGE (Sistema de Gestão Empresarial ). O empresário c onta ainda com noções básicas de administração e contabilidade através do curso “Conhecendo o Livro Caixa”. “Mas o mais importante é a orientação para a administração dos negócios”, explica Sobral.
Qualificação para superar a crise
Os ramos de beleza. vendas e lava-jato se destacam entre os empreendedores que procuram o Simpi diariamente. E eles não se assustam com a crise econômica anunciada insistentemente nos meios de comunicação. É o caso de Nilton Medeiros Viana, 30 anos. Eletricista formado por um curso de dois anos no Senai, oferecido gratuitamente por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec ), Nilton diz que não falta serviço para quem está qualificado no ramo da construção civil na Capital. Para poder emitir nota fiscal, ele procurou o Simpi para se formalizar. “O CNPJ é uma porta a mais que se abre para as pessoas trabalharem”, diz.
Nilton exerce a profissão de eletricista há quatro anos e considera que as pessoas muitas vezes não se dão conta das oportunidades que existem e a necessidade de procurar qualificação profissional para conquistar melhores condições de trabalho.
Conhecimento e vontade de trabalhar
Paulo Sérgio Ferreira, outro empreendedor que vai sempre ao Simpi, aproveitou a experiência de toda uma vida do pai e da mãe – proprietários de um dos primeiros restaurantes vegetarianos e lojas de produtos naturais de Porto Velho – para criar seu próprio empreendimento. Ele vende medicamentos e alimentos naturais de casa em casa. Os interessados ligam e ele vai até suas casas levando orientação e os produtos. O negócio é promissor. Formalizado como MEI, ele busca a meta de superar a renda anual de R$ 60 mil/ano, que é o limite estabelecido por lei para esta categoria. Quem ultrapassa este limite passa a trabalhar de acordo com o Simples, uma modalidade tarifária voltada para os micro, pequenos empresários.
Paulo Sergio Ferreira ingressou na categoria MEI no Simpi e procura o sindicato sempre que tem uma dificuldade. No momento da reportagem, ele buscava ajuda para o funcionamento da máquina de cartão para vendas.
Também por ocasião da reportagem, Manoel Tiago, 23 anos, procurou o Simpi para se tornar um MEI. A vida dele foi atropelada pela enchente histórica do rio Madeira de 2014, que expulsou os comerciantes que atuavam no Shopping Popular, na Baixa da União. Tiago trabalha atualmente na praça Marechal Rondon, onde vende confecções. Com o CNPJ, ele pretende ter acesso a crédito bancário para incrementar o negócio.
Banco do Povo
Laurie Pessoa lembra que no Simpi também funciona uma agência do Banco do Povo, que financia pequenos empreendedores formais e informais, com créditos a partir de R$ 2 mil, podendo chegar a R$ 10 mil. Para a concessão dos financiamentos – com juros de 2% ao ano – os interessados recebem orientação e acompanhamento técnico. Assim o Banco do Povo ajuda o tomador de dinheiro a administrar o recurso com sucesso, garantindo o pagamento das parcelas e o acesso a novos financiamentos da instituição.
* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!