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Candidaturas parecem não empolgar o eleitor - Por Valdemir Caldas

Por Valdemir Caldas

05 de Novembro de 2020 às 11:16

 
Um amigo de longa data perguntou-me como vejo as recentes pesquisas eleitorais para a prefeitura de Porto Velho. Respondi-lhe que o quadro ainda está longe de se definir. Alguns candidatos mal engatinham. Nem o mais poderoso instrumento de campanha – o programa de propaganda eleitoral - conseguiu dar uma injeção de ânimo no eleitor. E olhe que estamos a dez dias do primeiro turno da eleição. A meu ver, as pesquisas divulgadas, até agora, ainda apresentam números insatisfatórios, resultados relativos e frágeis. 
 
Nunca é bom cantar vitória antes da hora. Aqui mesmo em Rondônia tivemos um candidato, eleito para o Senado, em 2002, com 210 mil votos. Em 2018, pesquisas o colocavam em primeiro lugar. Abertas as urnas, o cidadão não superou a marca dos 80 mil votos, chegando em 6º lugar. Há outro exemplo de um candidato que, no primeiro momento, desfrutava de vantagem extraordinária sobre seus competidores, na disputa pelo governo de Rondônia, mas acabou massacrado nas urnas, perdendo de goleada, para o concorrente que estava no final da fila. A surra eleitoral o deixou completamente aturdido. Levou tempo para ele conseguir encontrar o caminho de volta para casa. 
 
Entretanto, a reflexão acima não serve como regra absoluta, diante da conclusão elementar de que cada eleição é uma nova eleição. Assim sendo, é possível também que ocorra o naturalmente esperado, ou seja, que ganhe àquele que desde cedo apareça como líder nas preferências eleitorais, dependendo das circunstâncias e dos ventos típicos da disputa. É, no mínimo, precipitado dizer que esse ou aquele candidato estará no segundo turno. Eleição, como se sabe, se ganha e também se perde no dia. Não é porque o candidato tem o apoio de politico influente e vem de uma eleição com boa margem de votos, que sua vitória estará garantida. Todos têm chances efetivas e qualquer um deles poderá chegar à última etapa. Não custa repisar, contudo, que é o eleitor quem decide a eleição, e não os institutos de pesquisas. 
Direito ao esquecimento

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