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OPINIÃO DE PRIMEIRA – No meio do fogo cruzado, dona Dilma tenta sobreviver à crise – Por Sergio Pires

COLUNA

27 de Julho de 2013 às 08:20

Foto: Divulgação

Há um problema sério, entre tantos que a presidente Dilma Rousseff  precisa enfrentar. E esse é complicado mesmo, porque quando o problema é com o povão, um discurso aqui, um agrado ali, uma invenção para desviar a atenção acolá, se não resolve, ao menos ameniza. Mas quando o conflito envolve a classe política, aquela mesmo que no geral esquece quem a elegeu e para que serve seu mandato, além de tratar dos seus próprios interesses, aí o buraco é mais embaixo. A enorme dificuldade está dividida em poderosas armas direcionadas com o Planalto. A mais preocupante delas é o racha dentro do PT. Isso mesmo, o PT da própria Presidente. Parte dos petistas querem que dona Dilma lhes dê mais atenção. Mas a maior parcela quer mesmo é que o candidato do partido em 2014 seja Lula, o que muitos consideram - aí com toda a razão - que seria o único petista no país capaz de ainda ganhar uma eleição. Então, o fogo amigo está oficializado. O confronto ficou claro quando dona Dilma fez beiço e não foi sequer ao encontro nacional do seu partido.
Mas  há outros riscos. O maior aliado de dona Dilma e do seu partido, o PMDB, também começa a preparar um plano B para cair fora da aliança. Sinais claros já foram dados, incluindo um manifesto, já pronto e redigido, indicando Michel Temer como o candidato peemedebista ao Planalto no ano que vem. O PMDB não é difícil de cooptar e manter aliado. Basta dar cargos, muitos cargos, mesmo que de terceiríssimo plano. Mas com o PT, que está ensaiando uma rasteira na Presidente, aí a coisa complica. Porque o PT não quer cargos, quer manter-se no poder. E sabe que, se a eleição fosse hoje e Lula não fosse seu candidato, as chances de vitória seriam mais ou menos quanto o Genus de Rondônia teria ao enfrentar um time grande do país. Só milagre!
ENGODO
Muita gente usa as obras das usinas e as eventuais compensações como engodo para incautos e vítimas. É  verdade incontestável. No caso dos moradores dos assentamentos Joana D´Arc, que existem desde o início dos anos 2000 e sempre viveram do abandono das autoridades federais (leia-se Incra), agora debita-se às usinas alguma culpa no cartório. Como o fato dos colonos terem sido colocados em terras totalmente sem qualidade para produzir. O Incra não fez sua parte e, agora, diz aos colonos que a responsabilidade é da Santo Antonio Energia. Dá pra acreditar?
FLUTUANDO
Percorrendo todo o Estado, o ex-governador e senador Ivo Cassol anda flutuando. Sua assessoria diz que é impressionante a receptividade que ele tem em cada localidade. Sua passagem pelo governo e os oito anos de administração, o colocam entre as principais personalidades políticas do Estado. Se conseguir superar os problemas com a Justiça Eleitoral, Cassol é nome do primeiro time para a disputa do Governo, em 2014. Seu principal adversário, caso concorra, será Confúcio Moura, que vai à reeleição. Outros devem aparecer pelo caminho...
ATRAPALHA
São incalculáveis os prejuízos que o Dnit tem causado a Rondônia e a Porto Velho, especialmente. Como não decide, não toma posição, não encaminha e não deixa fazer, existem hoje na Capital nada menos do que 54 obras inacabadas. Muitas delas têm problemas de ordem legal, mas as que o Dnit poderia ter resolvido há muito tempo, como é o caso dos viadutos, nunca o fez. Ele mais atrapalha do que ajuda. As obras da rua da Beira, por exemplo, estão sendo tocadas pelo DER meio na marra. Se dependesse só do Dnit....
DA PORTA PARA DENTRO
No Palácio Presidente Vargas, o tema reeleição é assunto sempre. Não ostensivamente, porque até não seria o estilo do governador Confúcio Moura, mas toda a equipe - e principalmente o chamado primeiro time - já está envolvida no projeto. Ele é, por enquanto, intraportas palacianas, mas com o passar do tempo, começará a sair para a rua. Na medida em que algumas das mais importantes obras da administração começarem a ser entregues, a linguagem da reeleição se tornará mais forte. Vai crescer muito no primeiro semestre do ano que vem.
DOIS LADOS DA MOEDA
Funcionando na clandestinidade há anos, o sistema de táxi lotação intermunicipal começa a ser regulamentado por esses dias. O governo se reuniu com representantes de empresas de ônibus, taxistas e outras categorias interessadas para resolver o caso. Certamente será um avanço, porque a bagunça no setor prejudicava principalmente o usuário, que viaja nessas lotações completamente desamparado, sem qualquer segurança. O outro lado da moeda é o risco de que, a partir da legalização entre cidades, lotações ilegais comecem a funcionar nas cidades. Aí sim, seria um problemão.
OLHA A VEJA
Comentários não faltam. O que se houve em algumas áreas é que a revista Veja prepara uma super reportagem sobre tudo o que está acontecendo em Rondônia. Nesta semana, a maior revista do país já abordou o caso do aluguel do apartamento do secretário especial Mangabeira Unger, mas, o que se ouve é que nos próximos dias, a Veja vem com tudo, trazendo uma equipe de primeira ao Estado. Na mira, detalhes até agora não revelados da Operação Apocalipse. Será que tem algum fundo de verdade?
PERGUNTINHA
Como será a relação entre Governo e Assembleia, quando os deputados voltarem do recesso, dentro de uma semana e meia?
Direito ao esquecimento

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