A MÍDIA ELETRÔNICA EM RO (I) - Lúcio Albuquerque, repórter

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A MÍDIA ELETRÔNICA EM RO (I) - Lúcio Albuquerque, repórter
 
 
 
 
De Rondon à EFMM ao Titanic
 
 
Em Rondônia quando se fala em “mídia eletrônica” certamente a linha de raciocínio vai em busca do papel das emissoras de rádio, Tvs e as modernidades, como a internet e seus filhotes, mas o “alfa” pode ser levado até à primeira Missão Rondon, entre 1907 e 1909, e à construção da ferrovia Madeira-Mamoré.
 
 
Nos acampamentos da construtora, de Porto Velho a Guajará-Mirim, falava-se “por telefonia com esses acampamentos e com Nova York”, escreve Esrom Menezes em “Retalhos para a História de Rondônia”.
 
 
Vamos recuar um pouco no tempo. Em 1896 Guglielmo Marconi, italiano – em 1931 foi o responsável pela iluminação do Cristo Redentor no Rio de Janeiro – aos 22 anos começou a se interessar pelo telégrafo sem fio, que usava o sistema “Marconigramas”, citado como tecnologia que permitiu serem salvos 700 dos passageiros do Titanic.
 
Marconi, seu invento a radiotelegrafia salvou 700 passageiros do Titanic
 
 
A primeira tecnologia que invadiu os sertões rondonienses chegou pelas mãos da Missão Rondon, 1907/09:  o telégrafo com fio, que indígenas costumavam chamar “língua de Mariano”. Aliás, sobre a “Missão Rondon” deve-se registrar que uma parte do grupo era composto por cientistas, pesquisadores e naturalistas, em grande parte servidores do Museu Nacional, que fizeram um levantamento geral da fauna, flora, populações indígenas etc do sertão.
 
Levantamento científico na Missão Rondon
 
 
Segundo Osmar Vilhena, jornalista, o primeiro equipamento eletrônico na imprensa rondoniense foi o “Pau do Fuxico” em início da década de 1950, serviço de autofalante instalado na margem do Rio Madeira, onde além músicas também trazia notícias, entrevistas e serviços de utilidade pública, cujo proprietário era o migrante Fuad Nagib.
 
As bocas de som amaradas no "pau do fuxico", música e muita informação "até a luz apagar"
 
No final da mesma década a primeira emissora de rádio, a “Difusora do Guaporé”, dirigida pelos jornalistas Milton Alves e Petrônio Gonçalves “funcionando desde a manhã e até que os motores de luz da cidade fossem desligados”, lembrou o historiador Abnael Machado de Lima.
 
 
AMANHÃ
 
 
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