O macaco esteve sempre certo - por Humberto Oliveira

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No final dos anos 1960 teve início em Hollywood o fenômeno que ficou conhecido como "Saga Simia", com a produção do longa-metragem "O Planeta dos Macacos" (1968), dirigido por Franklin J. Schaffner. 
 
 
Os filmes da franquia O Planeta dos Macacos, apesar da insistência dos produtores em não enxergar mais que mera diversão, escapismo ou apenas ficção científica, os espectadores mais atentos podem constatar inúmeras críticas sociais e referências históricas relacionadas aos acontecimentos da época das produções, principalmente nos cinco primeiros longas-metragens.
 
O astronauta George Taylor (Heston) cai em um planeta desconhecido onde macacos inteligentes dominam humanos primitivos e mudos. Ao tentar provar sua inteligência, ele descobre a chocante verdade sobre aquele mundo.
 
Imaginem o choque do público ao ver na tela esse revés na história do homem transformado em caça e cobaia, na adaptação cinematográfica da visão da obra do escritor Pierre Boulle?
 
 
O filme foi um estrondoso sucesso de público e crítica e claro, Hollywood tratou logo de contabilizar mais lucro iniciando uma sequência. Mas havia um entrave: a recusa de Heston em retornar. Os produtores são insistentes e criativos.
 
O ator aceitou, porém com a condição de que seu personagem morresse. Contrato assinado, eis que a saga ganhava seu segundo capítulo, o irregular "De Volta ao Planeta dos Macacos" (1970),  dirigido por Ted Post.  
 
Na continuação, astronauta Brent (James Franciscus) é enviado para resgatar Taylor e também cai no Planeta dos Macacos. Ele encontra Nova, a companheira de Taylor, e descobre uma cidade subterrânea habitada por humanos mutantes que adoram uma bomba atômica.
 
 
O segundo ficou aquém do original, no entanto, a bilheteria garantiu o terceiro longa. Com o final, digamos explosivo do número 2, os roteiristas ficaram com um problema sério para resolver. A solução foi usar o recurso da viagem no tempo. A saga não podia parar e surgiu "Fuga do Planeta dos Macacos" (1971), dirigido por Don Taylor. 
 
A trama acompanha a chegada à  Terra de três macacos inteligentes, Cornelius, Zira e Dr. Milo, escapam da destruição da Terra viajando no tempo até 1973. Inicialmente tratados como celebridades, logo são caçados quando revelam o futuro dominado pelos símios.
 
Do sucesso veio a necessidade imediata de dar continuidade com a produção do violento "A Conquista do Planeta dos Macacos" (1972), dirigido por J. Lee Thompson. A história transcorre em 1991, os macacos são usados como escravos domésticos. César, filho de Cornelius e Zira, lidera uma revolução violenta contra a opressão humana após presenciar a brutalidade contra sua espécie.
 
 
Demonstrando cansaço, o quinto longa-metragem da saga foi produzido. O fraco "A Batalha do Planeta dos Macacos" (1973), também dirigido por J. Lee Thompson. 
 
Anos após a guerra nuclear, César governa uma comunidade de macacos e humanos tentando viver em paz. Ele precisa enfrentar tanto um ataque de humanos mutantes quanto a rebelião do gorila Aldo, que quer dominar tudo.
 
Com poucos recursos e muita criatividade, os dois longas pareciam a finalização da saga. Os produtores querem sempre mais.
 
 
Para manter a macacomania a todo vapor, eis que surgiram duas séries televisivas de curta duração: uma com live-action, "Planeta dos Macacos" (1974), cancelada depois de apenas 13 episódios, e uma animação, "De Volta ao Planeta dos Macacos" (1975), que funcionou melhor que a produção com atores e teve apenas uma temporada.
 
A saga seria retomada nos anos 2000, com "Planeta dos Macacos" (2001), dirigido por Tim Burton. Nesta versão, o astronauta Leo Davidson cai em um planeta dominado por macacos falantes que escravizam humanos. Ele lidera uma rebelião humana enquanto tenta entender como os símios evoluíram e descobre um final que reescreve a história.
 
 
Aliás, a versão de Burton até hoje é criticada pelas liberdades tomadas pelo cineasta. Não é uma refilmagem, mas uma reinvenção do original, inclusive utilizando ideias do livro de Boulle.
 
Mas com a chegada dos anos 2010, o planeta dos macacos voltou com força total no ótimo "Planeta dos Macacos: A Origem" (2011), dirigido por Rupert Wyatt. O cientista Will Rodman vivido por James Franco testa uma cura para Alzheimer em chimpanzés. César, um filhote com inteligência aumentada, cresce como humano, mas ao sofrer maus-tratos inicia uma revolta que mudará o destino das duas espécies.
 
O filme reacendeu o interesse do público, desta forma garantindo mais dois filmes: "Planeta dos Macacos: O Confronto" (2014), dirigido por Matt Reeves. O enredo se passa dez anos após o vírus ALZ-113 dizimar a humanidade, César lidera uma nação de macacos evoluídos. A frágil paz com um grupo de humanos sobreviventes é ameaçada pela desconfiança e pela traição de Koba.
 
 
O sucesso do segundo longa, obviamente abriu caminho para mais uma produção que encerrou a nova trilogia. "Planeta dos Macacos: A Guerra" (2017), também dirigido por Matt Reeves. 
Desta vez, após sofrer perdas pessoais, César embarca numa jornada de vingança contra o implacável Coronel, líder militar humano. O conflito definirá o futuro do planeta e quem será a espécie dominante.
 
A nova trilogia alcançou seus objetivos e mais uma vez o macaco mostrou que estava sempre certo, inclusive mais um longa foi produzido: "Planeta dos Macacos: O Reinado" (2024), dirigido por Wes Ball. A história dá um salto para 300 anos após a morte de César, jovens macacos vivem em clãs que distorceram seus ensinamentos. Noa, um jovem chimpanzé, se une a uma humana para impedir que um líder tirano use tecnologia antiga para escravizar outros clãs.
 
Todos os longas e as séries estão disponíveis em DVD e Blu-ray, com muitas informações, mas nada se compara a dois livros que esmiuçam cada filme com rigor dos legítimos pesquisadores e historiadores.
 
 
"Quando os Macacos Dominavam a Terra", de Eduardo Torelli, e "Homem Não Entende Nada", de Saulo Adami, ambos especialistas no assunto, cada um com seu estilo, entregaram aos leitores e fãs nada mais que as duas melhores obras abordando tudo da Saga Simia, desde os filmes originais à nova trilogia, passando pela análise do livro que deu origem a tudo, ou seja, "Planeta dos Macacos", de Pierre Boulle, autor também de "A Ponte do Rio Kwai", que deu origem ao premiado longa-metragem do diretor David Lean.
 
Adami e Torelli abordam todos os aspectos, não apenas das produções, mas dos derivados da saga, ou seja, quadrinhos, livros, brinquedos, álbuns de figurinhas, um mundo de coisas criadas para vender.
 
 
"Quando os Macacos Dominavam a Terra" ganhou uma nova e caprichada edição ampliada e revisada, e detalhe, com capa dura. "O Homem Não Entende Nada", por sua vez, é um compêndio de vários livros de Saulo Adami focados na saga, inclusive o clássico "Humano Bom é Humano Morto", o primeiro livro sobre a saga em português.
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