VANTAGEM: Teremos pela frente uma batalha canibalesca ao Senado em Rondônia

A grande quantidade de candidatos fará fragmentação dos votos e a disputa será regionalizada

VANTAGEM: Teremos pela frente uma batalha canibalesca ao Senado em Rondônia

Foto: Divulgação

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Pulo do peixe

 

Houve um tempo em que “aquicultura” era só um sinônimo sofisticado de “pescaria”. Nos novos tempos, ela significa muito mais: exige um entendimento comparativo com outras formas de obtenção de renda e se for bem orientada terá resultados surpreendentes e estimulantes, segundo um estudo elaborado a muitas mãos por pesquisadores do Brasil e EUA, publicado recentemente pela revista Nature Sustainability.

Entre os autores do estudo figura a professora Carolina Doria, da Unir, que fez uma advertência: “A aquicultura não pode repetir o que fez a pecuária em Estados como Rondônia, em que se abriram muitas áreas para pastagens e, hoje, muitas são pouco produtivas ou mesmo foram abandonadas”. Ela não se limita a dar esse justo puxão de orelhas em quem desistiu no meio da jornada e ensina o caminho das pedras: a aquicultura tem um vasto campo de desenvolvimento aproveitando pastagens degradadas para a instalação de novos tanques.




Sem aumentar o desmatamento, portanto, será possível progredir em uma atividade com menor emissão de gases de efeito estufa. O pulo do gato, de acordo com o estudo, é que produzir uma tonelada de peixe demanda menos terra do que uma tonelada de carne bovina. Uma das ótimas opções recomendadas é um velho conhecido nosso: o tambaqui, com potencial de trazer segurança alimentar e melhorar a vida dos amazônidas.

 

As federações

 

A formação de federações na política se tornou uma prática corriqueira. O PT tem a sua, com mais dois partidos, já disputando as últimas eleições nesta condição. O PSDB esteve unido também com outras siglas, e agora o União Brasil e os Progressistas –PP estão sacramentado um podeoso casamento, e com isto uma das maiores bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado. Para as eleições de 2026 ainda existem alguns obstáculos a união em virtude de candidatos diferentes das legendas nos estados, mas as coisas vão se ajustando. Em Rondônia, os manos Gonçalves (União Brasil) e Silvia Cristina (PP) vão ceder o comando do novo partido para uma aliança de deputado federais.

 

Rocha reage

 

A necessidade faz o sapo pular. O governador Marcos Rocha (União Brasil), que anda mal das pernas perante o eleitorado da capital e que se prepara para disputar uma das duas cadeiras ao Senado nas eleições do ano que vem reagiu bem, numa cidade polarizada inicialmente pelo ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) e o deputado Fernando Máximo (União Brasil) na peleja ao Senado. A revitalização dos megaconjuntos habitacionais, lançamento de programas de casas populares no estado, os investimentos na regularização fundiária e demais programas sociais foram medidas bem exploradas pelo seu marketing. Funcionou.

 

A vantagem

 

Não temos dúvidas que teremos pela frente uma batalha canibalesca ao Senado em Rondônia. Mas como o governador está bem situado no interior do estado, além de contar com mais estrutura que as dos adversários – leia-se a máquina bem azeitada – Rocha ficou agora mais competitivo perante seus predadores, leia-se Marcos Rogério (PL), Silvia Cristina (PP), Hildon Chaves (PSDB), Confúcio Moura (MDB), Fernando Máximo (União Brasil). Quanto aos rivais da capital, Hildão e Máximo, Rocha leva vantagem sobre eles justamente por pontuar melhor no interior do estado. Ainda atua em favor de Rocha, o fato de que quanto mais candidatos, causando a fragmentação do eleitorado melhor para ele.

 

A regionalização

 

Temos pela frente na disputa das duas cadeias ao Senado uma verdadeira regionalização de candidaturas. O racha na capital entre Hildão e Máximo, favorece Rocha, por sua supremacia no interior. Mas temos candidaturas regionalizadas, por exemplo, o senador Confúcio Moura (MDB), sempre foi vitorioso em Ariquemes e Vale do Jamari, hoje a região do interior mais populosa. Ele também estende bem seus tentáculos de polvo careca na Bacia leiteira, regiões de Jaru e Ouro Preto. Além disto, nunca perdeu eleição na vida. É um candidato temível e comparece ao pleito com a máquina federal a sua disposição. A situação em Ji-Paraná, confirmadas as candidaturas de Marcos Rogério (PL) e Silvia Cristina (PP), também é de racha, o que também ajuda ao senador Ariquemes no seu projeto de reeleição.

 

Mais casos

 

Investiga-se o prefeito de Rolim de Moura Aldo Júlio por falsidade ideológica, com diploma falso do ensino médio para lhe dar condições de fazer vestibular para cursos superiores. Se as autoridades educacionais fizerem um pente fino em diplomas dos políticos e funcionários públicos rondonienses vamos encontrar muita gente enrascada. Desde os tempos do território temos este comportamento de farsantes por aqui, inclusive com tantos médicos, dentistas, advogados trabalhando clandestinamente sem a formação. Ora, se forem punir todos os pilantras que usufruíram destas artimanhas, Rondônia poderá até ficar desabitada!

 

Via Direta

 

*** Gente, como temos candidaturas femininas poderosas na capital na peleja 2026 para a Câmara dos Deputados *** Senão vejamos: estão na pista para a peleja a deputada estadual Ieda Chaves (União Brasil), a deputada federal Cristiane (União Brasil) as vereadoras Sofia e Elis Regina,  a juíza  Elma  Tourinho (MDB) e a ex-deputada federal Xxxxxxx Xxxxxxxx  como possíveis postulantes por Porto Velho *** Como se vê, a se confirmar este cenário, a canibalização entre estas candidaturas vai ser enorme em 2026 *** O eleitorado de Porto Velho é de aproximadamente 350 mil eleitores, mas não comporta eleger tanta gente para a legislatura com oito representantes.

 

 

 

* O nome de Xxxxxxx Xxxxxxxx não citado neste jornal eletrônico por conta de decisão judicial.  

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