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DINHEIRO NO SACO: Deputado Lebrão diz que PF não entrou em seu gabinete na ALE/RO; mas não explica vídeo

Segundo a Polícia Federal, Lebrão apenas não foi preso porque possui o direito ao Foro Privilegiado

Rondoniaovivo - João Paulo Prudêncio

28 de Setembro de 2020 às 17:55

Atualizada em : 28 de Setembro de 2020 às 17:56

O deputado estadual José Lebrão (MDB) se manifestou através de nota pública enviada a imprensa para garantir a sociedade que seu gabinete na Assembleia Legislativa, localizada na capital, não sofreu mandado de busca e apreensão.
 
De acordo com o parlamentar, as informações de que agentes da Polícia Federal teriam entrado em seu gabinete não condizem com a verdade. 
 
“O esclarecimento se faz necessário, uma vez que alguns boatos passaram a circular, anunciando, de forma equivocada e mentirosa que houve busca e apreensão no seu gabinete em Porto Velho”, afirmou Lebrão. 
 
Dinheiro no saco
 
Porém, a nota encaminhada pelo deputado Lebrão não falou sobre uma linha sequer sobre o vídeo gravado durante as investigações da operação Reciclagem onde Lebrão aparece recebendo maços de dinheiro de um empresário que estaria pagando propina ao parlamentar.
 
No vídeo, gravado pelo empresário que realizou a denuncia, Lebrão aparece colocando o dinheiro em uma sacola de lixo. 
 
De acordo com o delegado da Polícia Federal, Flori Júnior, o dinheiro trata-se da propina referente ao contrato da prefeitura de São Francisco do Guaporé com a empresa responsável pela coleta de lixo.
 
 
Localizado há aproximadamente a 600 quilômetros de Porto Velho, o município de São Francisco do Guaporé é a base eleitoral de Lebrão, que foi o deputado estadual mais votado em Rondônia na última eleição. 
 
A prefeita da cidade é a filha de Lebrão, que também filmada recebendo maços de dinheiro do mesmo empresário. Gislaine Clemente é mais conhecida como Lebrinha e está presa na sede da Polícia Federal em Ji-Paraná.
 
Ainda segundo a Polícia Federal, Lebrão apenas não foi preso porque possui o direito ao Foro Privilegiado concedido aos parlamentares. 
Direito ao esquecimento

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