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CORONAVÍRUS: Hildon diz que Governo está excluindo prefeitura e sente saudades de Pimentel

Chaves também falou sobre as recentes críticas feitas por Fernando Máximo sobre a morosidade da prefeitura na coleta de amostras para exames de COVID-19

DA REDAÇÃO - João Paulo Prudêncio

29 de Abril de 2020 às 15:32

Atualizada em : 30 de Abril de 2020 às 09:47

 

No final da manhã desta quarta-feira (29), o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), concedeu entrevista à imprensa no auditório do prédio do Relógio, sede do poder executivo da capital de Rondônia.

 

O tema da entrevista de Chaves foi à revogação do Decreto Municipal que tratava sobre o retorno gradual do comércio e outras atividades por conta do distanciamento social em virtude da pandemia de COVID-19.

 

De acordo com Chaves, o Decreto foi revogado em decorrência do que ele considerou uma sequencia de medidas tomadas pelo Governo Estadual que acabou confundindo o cidadão e levando á uma indecisão jurídica sobre quem tem a autonomia para essas decisões.

 

“No dia 05 de abril o Estado editou o decreto que ficou delegado à responsabilidade para os municípios, em razão disso, no dia 15 editamos o decreto liberando algumas atividades comerciais buscando o retorno da economia da nossa cidade, mas dia 26 de abril o Governador editou um novo decreto, para evitar esse conflito de decisões e dar previsibilidade para a população suspendemos os efeitos de nosso decreto”, afirmou Hildon Chaves.

 

Estado X Município

 

O prefeito de Porto Velho deixou bem claro que existem algumas rusgas entre os poderes no que diz respeito às ações que vem sendo tomadas para preservar sociedade portovelhense de um surto de Coronavírus, relatando que jamais foi chamado pelo governador Marcos Rocha para conversar sobre especificamente sobre as ações realizadas na capital.

 

“Eu não sei o que acontece, há uns vinte e poucos dias atrás, houve uma reunião virtual com vários empresários e nessa reunião estava o secretário-chefe da Casa Civil e haveria uma reunião no dia seguinte e se aventou a possibilidade da minha participação nessa reunião e ela foi negada, quem estava sabe o que eu estou falando”, disse Hildon Chaves.

 

Chaves também falou sobre as recentes críticas feitas pela secretário estadual Fernando Máximo sobre a morosidade da prefeitura na coleta de amostras da comunidade para a realização dos testes para COVID-19 que são realizados no LACEN.

 

“Esse tipo de informação é o que não deve acontecer, nós temos todas as equipes de coleta e fazemos todo esse trabalho braçal, mas para isso precisamos dos insumos, que estão escassos em todo o mundo”, falou Hildon Chaves.

 

Visivelmente irritado com as constantes afirmações de Fernando Máximo de que a prefeitura estaria demorando em diversos pontos de ação no combate a pandemia, o prefeito desabafou afirmando que sentia saudade dos antigos gestores da saúde, Williames Pimentel e Luiz Maiorquim, ambos citados em denuncias de possíveis esquema de corrupção envolvendo o erário. 


“Quando vem uma informação dessa natureza é desleal com a imprensa e com a população, ele sabe, tanto quanto nós, dos problemas para a aquisição desses insumos, isso não é republicano, isso é errado, dá a entender que a prefeitura é omissa, então, o Estado que compre os insumos que a prefeitura fará todos os testes por dia, tem horas que sinto saudade. Tem hora que eu fico morrendo de saudade do Pimentel e do Maiorquim é um relacionamento ético repúblican, que não vemos nessa gestão ”, finalizou Hildon Chaves.

Direito ao esquecimento

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