Cinco homens foram detidos por policiais militares depois que o prédio da Ceron (Centrais Elétricas do Estado de Rondônia), localizado na avenida Sete Setembro, próximo ao complexo ferroviário da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, foi alvo de vário disparos de revólver logo depois da meia-noite. De acordo com o Boletim de Ocorrência nº 5383/2006, os policiais contaram com apoio do Grupo de Investigações e Capturas (GIC) para efetuar as prisões dos autores do “atentado”.
*Pelo menos dois homens detidos possuem antecedentes criminais, Jorge Silva de Araújo (24 anos) e o ex-detento Fabrício Lima da Silva (21 anos), que se encontrava na condicional, os outros presos são: Carlos Roberto Batista da Silva, conhecido como “Cachorrão”, Julian Freitas (20 anos) e Francisco Vagner Gato de Souza.
*No B.O. registra que os marginais logo após terem disparados três disparos, que destruíram a porta de vidro do prédio, foi jogado um embrulho contendo o bilhete. O teor do texto, escrito em duas folhas de cartazes, fazia uma série de ameaças contra autoridades locais e exigia a retirada do gerente do sistema penitenciário do Estado, Luiz Pereira Rodrigues, mas, talvez, pela ignorância dos marginais o recado apresenta um equívoco, confira o que diz o bilhete: “Senhoras autoridades competentes – juízes e governador -, através desses crimes vamos abalar toda sociedade, se não tirar o seu Luiz do sistema penitenciário. Vamos atacar os órgãos públicos e a população. Queremos que parem de espancar os presos do cadeião. Aqui é o crime organizado. Viemos do Rio para organizar Rondônia. Aqui quem manda é o PCC”.
*O erro básico é que no Rio de Janeiro “quem manda” é o Comando Vermelho e o PCC, como assinam os bandidos, é o braço do crime organizado de São Paulo.
*Segundo depoimento do vigilante da Ceron, um homem que estava em uma bicicleta parou rapidamente em frente ao prédio da Ceron e disparou os três tiros, para em seguida jogar o “pacote” onde estava escrito o recado. Ele relatou que o mesmo fugiu em direção ao Cai n’Água.
*Com a ação da PM e do GIC o marginal foi capturado e reconhecido pelo vigilante como o autor dos disparos. A parti da sua captura os agentes prenderam o resto do bando, cada um dos detidos com uma função distinta no atentado ao prédio da Ceron. O ex-presidiário Fabrício Lima foi apontado como sendo o dono da arma, mas ele já indicou ter vendido a arma para “Cachorrão”, Carlos Roberto, que foi detido junto com Francisco e Julian na Praça Marechal Rondon, ao lado do Fórum de Justiça. O atirador, Jorge, foi enfático ao dizer que efetuou os disparos no prédio a mando do resto do grupo.
*Os homens detidos foram apresentado na Central de Polícia, mas o caso foi encaminhado à Polícia Federal, pois o atentado foi contra um prédio federal,