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INQUÉRITO CONCLUÍDO: Polícia Civil prende acusado de matar jovem que foi separar briga de casal

Depois do homicídio, o criminoso, identificado como C.S.S.(36 anos) evadiu-se em uma motocicleta

ASSESSORIA

08 de Janeiro de 2021 às 16:07

Atualizada em : 08 de Janeiro de 2021 às 16:23

Foto: Divulgação

A Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Homicídios de Ji-Paraná, concluiu o Inquérito e prendeu o suspeito de assassinar de forma a facadas o jovem Guilherme Pereira de Souza (28 anos), o crime ocorreu dia 27/12/2020. Depois do homicídio, o criminoso, identificado como C.S.S.(36 anos) evadiu-se em uma motocicleta. 
 
As investigações restaram comprovados que C.S.S. era convivente de Lielma(38 anos), com a qual possui uma filha de 10 anos de idade. Ele agredia e ameaçava a ex-mulher, filha e os filhos de Lielma de relacionamento anterior. C.S.S. não permitia que ela saísse desacompanhada dele, sequer para visitar familiares. 
 
Lielma contou aos policiais que, em uma certa ocasião,  C.S.S. a trancou em um quarto enquanto procurava uma faca para matá-la. Não encontrou a faca e veio para o quarto, quando desferiu violentos e repetidos socos em sua cabeça. A violência dos golpes causava tanta dor que ficou vários dias sem sequer poder pentear os cabelos.
 
DECISÃO DE PEDIR AJUDA!
 
Lielma vivia com medo e esclareceu que decidiu procurar a Polícia quando descobriu que C.S.S. a traía com a mulher de um amigo do casal. A partir daí, ela procurou a Polícia e registrou ocorrência. O delegado da Delegacia da Mulher instaurou o inquérito e solicitou a medida protetiva, porém, C.S.S. não respeitava as restrições e continuava praticando toda sorte de perseguições, ofensas e humilhações que podia contra ela.
 
O C.S.S. passou a andar pela casa à noite, afiando facas e com vidros de álcool, dizendo que ia matar todos queimados. As crianças ficavam aterrorizadas. A situação atingiu o ponto dele a expulsar de casa com as crianças, de forma que ela foi morar de aluguel. Apesar disso, a violência não cessava. 
 
Ele vigiava a casa constantemente, ameaçando, inclusive com envio de mensagens pelo celular de uma das crianças. Lielma, C.S.S. e Guilherme trabalhavam num mesmo frigorífico. Guilherme era amigo de infância de Lielma e também se tornou amigo de C.S.S. Todavia, o ciúme doentio dele fez gerou o desentendimento com Guilherme.
 
Numa visita que Guilherme fazia à Lielma, na varanda da casa dela, C.S.S chegou às escondidas e partiu pra cima da mulher, depois de arrancar uma faca da cintura. Guilherme interferiu, quando então toda a raiva de C.S.S. voltou-se contra ele. Ele deu um golpe tão violento de faca no Guilherme que foi difícil para a perícia tirar a faca depois. Guilherme tentou fugir, mas caiu no portão, ao mesmo tempo em que Lielma e as crianças se trancaram dentro de casa para não serem mortos. C.S.S. foi até o Guilherme, que já estava caído, ajoelhou-se sobre sua barriga e desferiu repetidos e violentos golpes de faca contra o peito dele.
 
Depois, mostrando a faca ensanguentada para Lielma, disse que ela seria a próxima. Tudo foi praticado na frente das crianças.
 
O proprietário da residência ouviu os gritos de socorro e veio até a casa de Lielma. Ele conseguiu ver o criminoso se evadindo em uma motocicleta.
 
O Delegado que passou a presidir as investigações, Luís Carlos Hora, indiciou C.S.S. peles crimes de homicídio qualificado pela crueldade e tentativa de feminicídio contra Lielma. Segundo o delegado, Guilherme pretendia vingar-se de Lielma, matando-a a faca e foi por isso que foi até lá naquele dia.
 
A autoridade policial, que estava de plantão no dia dos fatos, representou pela prisão preventiva do suspeito e o Poder Judiciário concedeu o mandado. C.S.S. apresentou-se na Delegacia de Homicídios, dois dias depois, acompanhado por seu advogado, mas permaneceu em silêncio. Os policiais cumpriram o mandado de prisão preventiva contra ele e o recolheram ao sistema prisional onde permanecerá a disposição da Justiça. Caso seja acolhida a indiciação, C.S.S. estará sujeito a pena de 12 a 30 anos para cada crime.
Direito ao esquecimento

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