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PRODUÇÃO: Milho se torna estrela do agronegócio na região de Cerejeiras

Matéria-prima da alimentação humana e animal, cereal se tornou comercialmente viável

Folha do Sul Online

28 de Maio de 2020 às 09:04

Atualizada em : 28 de Maio de 2020 às 09:05

Foto: ilustrativa

 

FOLHA DO SUL ONLINE - Começa, nesta semana, a colheita de milho na região de Cerejeiras. Serão colhidas uma média de 140 mil hectares do cereal, com uma produtividade média de 90 sacas por hectare.

 

“O milho só passou a ser viável de uns quatro anos para cá. Antes, nós o plantávamos apenas como cobertura de solo e para gerar matéria orgânica para a próxima safra de soja. Agora, o milho é uma das principais atividades do produtor”, disse o presidente do Sindicato Rural de Cerejeiras, Jair Roberto Gollo.
 
Plantado entre as safras de soja, o milho chegou bem depois da safra principal, que continua sendo a oleaginosa. A soja mantém seu posto de estrela principal do agro no interior do Cone Sul. O milho, chegando por volta do ano de 2010, primeiro era semeado apenas como cobertura, depois passou a ser chamado de “safrinha” e hoje já é considerado uma safra – como a da soja.
 
Segundo o analista de mercado e engenheiro agrônomo Lucas Garcia, AgroFarm, uma empresa de consultoria e pesquisa agronômica em Cerejeiras, o cereal produzido na região é, hoje, um importante iten na pauta de exportações. “O milho é a base para a produção de uma infinidade de alimentos, desde a ração animal, que se transforma em alimento humano, até a alguns tipos de alimento propriamente humano”, disse o analista. “Por isso o milho é um produto rentável para o produtor e demandado pelo mercado interno e externo”.
 
O engenheiro agrônomo Hugo Dan, também da AgroFarm, é um dos primeiros profissionais da agronomia a levar os produtores rurais da região a apostar no milho. “No início, o cultivo do cereal enfrentava problemas, porque o produtor colhia a soja muito tarde, empurrando o cultivo do milho para muito perto da estiagem. O cereal tem altas exigências nutricionais, bastante exigência térmica e demanda tecnologia. Por isso, havia uma resistência em trazer o milho para a região. Além disso, a liquidez do milho era ruim, pois havia poucos compradores. Mas essas variáveis foram vencidas e hoje o milho é uma alternativa altamente viável para o produtor”, disse o agrônomo.
 
Um dos produtores que recorreram ao cultivo do milho é o agricultor Luiz Carlos Cavassani, que, junto com o irmão, Paulo Sérgio Cavassani, e o pai, Jacy Cavassani, planta 40 hectares do na Linha 5, em Cerejeiras. “Eu gosto muito do milho. É a cultura que mais de traz alegria, pois é alimento para os animais e para o ser humano. Quase todos nós comemos alguma coisa vinda do cereal. Se comemos um frango, por exemplo, também estamos comendo algo que veio do milho”, disse o agricultor, segurando uma espiga em sua roça do grão, conforme aparece na foto que ilustra esta reportagem.
 
 
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