CALOTE: Trabalhadores do transporte escolar estão sem receber há 2 meses

Serviço ficou parado por anos; Na retomada das aulas pós-pandemia, motoristas e monitores reclamam de cheques sem fundo

CALOTE: Trabalhadores do transporte escolar estão sem receber há 2 meses

Foto: Ilustrativa

Motoristas e monitores do transporte escolar na zona rural de Porto Velho procuraram o Rondoniaovivo para pedir ajuda para receberem os salários que estão há dois meses atrasados.
 
Segundo eles, que são do assentamento Joana D’Arc e de escolas perto do distrito de Jacy Paraná, dezenas deles estão na mesma situação: sem dinheiro.
 
“Pelo o que soube, virou um problema geral. Uma pessoa da escola mandou o extrato da conta bancária, que seria pra nos pagar, e está zerada. Meu sobrinho que trabalha em outra escola, também de motorista, foi sacar o salário e o cheque não tinha fundos”, disse um senhor, motorista de uma linha na BR-364 (sentido Acre), que pediu para não ter o nome divulgado para não sofrer represálias.
 
Cheque sem fundos repassado a motorista do transporte escolar rural
 
O transporte escolar na zona rural de Porto Velho ficou parado ou funcionando de maneira precária por quase três anos. Inclusive, foi tema de matérias nacionais na Folha de São Paulo, Rede Globo e Record TV.
 
Com o avanço da vacinação, as aulas presenciais foram retomadas junto com o transporte escolar na zona rural e ribeirinha, mas agora, o problema é a falta de pagamento dos motoristas. Eles ameaçam parar as atividades, caso os salários não sejam quitados em breve.
 
“Fica difícil trabalhar assim. Se fosse um problema com uma ou duas pessoas, a gente entende que acontece. Mas com a maioria ou todos, não tem como. Precisamos pagar nossas contas, que já estão bem atrasadas. O pior é que a gente sabe que tem dinheiro e não resolvem”, desabafou um outro motorista do assentamento Joana D’Arc.
 
 
 
Solução
 
Em nota enviada ao Rondoniaovivo, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que “o cheque não compensado de motorista do transporte escolar rural foi motivado por uma questão administrativa entre o banco que realiza o pagamento e o conselho escolar da unidade, que é o responsável direto e faz o repasse a conta bancária dos motoristas do transporte escolar”.  
 
Mesmo com a apuração da reportagem apontando que há várias escolas com motoristas sem salário, a secretaria aponta que “o conselho escolar da escola José de Freitas, que teve o cheque devolvido, só conseguiu atualizar os dados bancários na última segunda-feira (11), pois o mesmo foi criado há apenas 30 dias. Não há outras escolas com o mesmo problema”.
 
A Semed ainda destaca que “é a responsável pelo fundo específico para esse repasse e o fez pontualmente, desde que o sistema de transporte foi retomado recentemente. Vale ressaltar que o movimento dos ônibus escolares foi retomado há 60 dias, então esse contratempo não pode ser classificado como recorrente”. 
 
A nota ainda aponta que “o recurso para pagamento dos servidores está na conta, mas havia a necessidade do diretor-presidente de cada conselho escolar atualizar a conta no sistema financeiro para que fosse liberada a compensação do cheque, o que já aconteceu em todos os demais”.
 
Por fim, o texto encerra: “Desde já, mesmo sem ter motivado a causa, a Secretaria Municipal de Educação esclarece e lamentou o ocorrido”.
 
 
Conta zerada de escola localizada na BR-364, sentido Acre
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