Um vídeo divulgado durante o último final de semana mostrou um possível crime ambiental. Um homem chamado César Costa Oliveira mostrou peixes de diversas espécies tentando subir a corredeira da usina de Santo Antônio.
“O ciclo da vida está sendo interrompido aqui na usina de Santo Antônio. Estou pisando aqui, com cuidado para mostrar os peixes batendo no concreto e morrendo. Isso é crime ambiental e ninguém faz nada. Um monte de peixes mortos e podres”, desabafou ele.
Na gravação que dura cerca de dois minutos, é possível ver que os peixes tentam por diversas vezes subir a queda d’água para fazer a desova e continuarem se reproduzindo nas cabeceiras do rio.
“Crime ambiental acontecendo noite e dia na usina de Santo Antônio Energia. Brasil não tem lei”, completa o texto da postagem de César Costa.
Outro lado
Em matéria divulgada no portal eletrônico da Usina de Santo Antônio, a empresa aponta que há um Sistema de Transposição de Peixes (STP).
“Com a proximidade do início do período da piracema, no mês de novembro, aumenta a quantidade de cardumes que utilizam o Sistema de Transposição de Peixes (STP) da Hidrelétrica Santo Antônio. Já é possível ver na estrutura grandes cardumes de curimbas, jatuaranas, pacus, além de exemplares de douradas, jaús e pirararas”.
O texto ainda explica a utilização do STP. “O STP é um canal que reproduz as características naturais do rio Madeira, incluindo sua vazão, possibilitando que os peixes ultrapassem a barragem da hidrelétrica e sigam normalmente seu curso pelo rio, garantindo a desova e a manutenção da atividade pesqueira. A estrutura, que funciona desde 2011, possui cerca de um quilômetro de extensão em seu canal principal e dez metros de largura”.
Ao que parece, apenas um canal para utilização dos peixes, não está sendo suficiente para a reprodução dos animais.