DESCASO TOTAL: Pacientes são espalhados pelo chão em colchões soltos e macas no João Paulo II

Maior pronto socorro, vive colapso na saúde por falta de preparo do governo.

O caos na saúde pública de Rondônia, parece não ter fim. Quem precisa utilizar os serviços de emergência, seja por acidente ou covid-19, provavelmente já sofreu com o despreparo do governo do Estado, em relação ao atendimento nos hospitais públicos.
 
Imagens obtidas pelo Rondoniaovivo, mostram o total descaso do poder público estadual, com os pacientes do Hospital João Paulo II, maior pronto socorro de urgência e emergência do Estado.
 
Diversos pacientes foram vistos espalhados pelos corredores do hospital em macas, cadeiras, colchões soltos e até encostados em lixeiros, o que pode ser prejudicial à saúde, devido ao risco eminente de contaminação. 
 
Nos vídeos (veja acima) enviados a reportagem, uma mulher chega a pedir para a profissional de saúde conseguir alguma maca para um paciente se acomodar melhor. “Moça, ver onde eu posso deitar ele, pois está com muita dor nas costas”, implora. 
 
A maioria dos pacientes ‘internados’ nos corredores, não utilizam máscaras e nem mantém o distanciamento social, pois não há espaço para tal.  
 
Decreto libera tudo, até o medo
 
Profissionais que atuam no hospital temem uma superlotação ainda maior, com o novo decreto do governo do Estado, que permite evento de até 999 pessoas.
 
Relatos enviados ao Rondoniaovivo expõem o medo dos trabalhadores. “Com a liberação geral do governo, irão acontecer mais acidentes e os hospitais vão lotar ainda mais, fora o aumento dos casos de coronavírus”, afirma um servidor que preferiu não se identificar. 
 
Segundo os profissionais de saúde, a maioria das pessoas que aguardam, precisam fazer algum tipo de cirurgia ortopédica e não há vagas devido a grande demanda. 
 
Problema recorrente
 
Esse problema no Hospital João Paulo II já é recorrente. Em 2015, o Conselho de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero), realizou uma fiscalização na unidade e constatou diversas irregularidades. 
 
Na época, um paciente foi visto ‘internado’ em uma maca ao lado do depósito de lixo da unidade, correndo um grande risco de contaminação. Ele relatou que o odor era muito forte no local.
 
Os profissionais que convivem no local, manifestam sentimentos de cansaço devido a pandemia da covid-19, e o pouco apoio prestado pelo governo, com eles.
 
A reportagem questionou a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), sobre a situação crítica do pronto socorro, mas até o momento não fomos respondidos.
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