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OPERAÇÃO POLÍGRAFO: Na mira da PF, ‘frete’ do Corpo de Bombeiros para SP custou R$ 58 mil

O Governo não esperou a empresa contratada enviar os kits para RO e no intento de acelerar o processo enviou bombeiros militares

Rondoniaovivo - João Paulo Prudêncio

30 de Julho de 2020 às 16:45

Foto: Divulgação

A deflagração pela Polícia Federal da operação Polígrafo na manhã desta quinta-feira (30) trouxe à tona a compra de cem mil testes rápidos de diagnóstico para o COVID-19 realizada pelo Governo de Rondônia.

 

Na época desse negócio, a demora da chegada do lote à Rondônia gerou diversas críticas ao Governo, diariamente o secretário estadual de Saúde, Fernando Máximo, falava sobre a dificuldade nos processos de compra de insumos médicos em decorrência da pandemia.

 

Os kits de teste rápido ficaram retidos em Guarulhos por não terem validação da ANVISA, fato que levou a uma mobilização conjunta entre o Governo Estadual e membros da bancada de Rondônia no Congresso Nacional.

 

Sob forte pressão da opinião pública por conta dessa demora, o Governo não esperou a empresa contratada enviar os kits para Rondônia e no intento de acelerar o processo enviou bombeiros militares em uma aeronave da corporação, que tem como função primária ações de resgate em áreas de difícil acesso, até São Paulo.

 

A missão dos bombeiros era esperar a validação dos testes e trazer os kits para Rondônia, por lá ficaram quase uma semana. O valor desse frete realizado pelo Corpo de Bombeiros foi calculado em R$ 58.810,00 mil, isso de acordo com o próprio governo do Estado que cobrou esse valor da empresa, em uma sanção aplicada pelo não cumprimento dos termos contratuais.

 

No comando da missão do “resgate dos kits” estava o Sargento Álvaro Amaral, que chegou a fazer um vídeo no dia 14 de maio na alfandega do aeroporto de Guarulhos (SP). “Estamos acompanhando o desembaraço dessa carga para regressarmos à Rondônia”, disse.

 

O Sargento Amaral é um dos nomes que foram alvos de mandados de busca e apreensão solicitados pela Polícia Federal e expedidos pela Justiça de Rondônia. Ele também exerce cargo de gerência na Secretaria Estadual de Saúde – SESAU/RO.

 

Agora caberá ao Governo explicar o motivo de um membro do Corpo de Bombeiros estar envolvido em uma investigação da PF e Controladoria Geral da União – CGU que constatou supostos crimes de fraude à licitação, corrupção, peculato, falsidade ideológica e associação criminosa.

 

Em nota, o Governo de Rondônia afirmou que apenas se manifestará após a conclusão das investigações.

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