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BUROCRACIA: Comunicação do Governo estadual precisa ser desaquartelada

O governador Marcos Rocha precisa ter uma relação mais direta, simples e de resultados com os veículos de comunicação de RO

Rondoniaovivo

23 de Junho de 2020 às 11:56

Atualizada em : 24 de Junho de 2020 às 10:29

Foto: Divulgação

O governador Marcos Rocha ao que parece ainda não percebeu que os seus tempos de caserna ficaram para trás. Em Rondônia, a exemplo do Governo Federal, a imprensa foi nomeada como o inimigo a ser combatido.

 

Comunicação parece não ser o forte da administração Marcos Rocha. Um exemplo são as coletivas de imprensa, que em um passado não muito distante, era um momento em que jornalistas se encontravam para fazer o trabalho e aproveitavam para se informar com os secretários e demais autoridades sobre as ações do governo e, muitas vezes, conseguiam dar um furo com uma informação exclusiva.

 

Hoje, a história que vale é dificultar o trabalho de informação. Primeiro, é a exigência diária para que sejam enviados os nomes dos jornalistas, fotógrafos ou cinegrafistas que vão estar participando da coletiva. O motivo dessa exigência ridícula, é algo que ainda não foi explicado. O curioso é que tem profissional de imprensa com cadastro de anos no sistema de dados do próprio governo, mas que necessita, em qualquer coletiva do Governo Estadual, se recadastrar.

 

Sobre o adjetivo ridículo, vale explicar que nunca houve, em governos anteriores, esse tipo de exigência e também nunca ocorreu nada que colocasse em risco os entrevistados e os profissionais da comunicação durante esses eventos.

 

Segundo, é que as perguntas a serem feitas só devem ser as relacionadas ao tópico da coletiva. No entanto, em um momento como esse, único na história do país, em que temos pandemia, crise econômica, política e de saúde todas juntas, e Rondônia, não poderia ser diferente, também enfrenta a insegurança que o Covid-19 trouxe. Assim, é natural que outras perguntas, além do foco da entrevista também surjam. É essencial que os responsáveis pelo comando do estado estejam dispostos a esclarecer essas dúvidas.

 

Adotando essa política de comunicação, o atual governo estadual perde, e muito, a oportunidade de estreitar os laços com os veículos de comunicação, mostrar o que está sendo feito para a população e tirar a imagem de que é um governo que se esconde, que não tem apreço pela transparência. Ou seja, evita-se muitos ruídos na relação com a sociedade.

Direito ao esquecimento

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