Com a diplomação do novo governador (que deverá acontecer nos próximos dias), escolhido pela vontade da maioria do eleitorado rondoniense, tomará feição jurídica o mandato conferido ao comandante da administração estadual, ao qual competirá, por um período de quatro anos, substituir o atual primeiro mandatário e, nesse processo, corrigir eventuais erros e preencher lacunas por este deixadas.
Na semana passada, porém, muito se falou sobre possíveis nomes que acompanhariam o governador eleito, Confúcio Moura, a partir de janeiro. A senadora e candidata à reeleição derrotada, Fátima Cleide (PT), assumiria a pasta da educação. Brigando também pelo cargo, com o apoio do prefeito Roberto Sobrinho, apareceria à vereadora e deputada estadual eleita, Epifânia Barbosa (PT).
Mas as elucubrações não param por aí. Batista (aquele dos demitidos no governo Bianco) voltaria à SEAD e Lenzi (Isso, mesmo, aquele da CERON. Lembra dele?) seria novamente contemplado com uma boquinha. O ex-senador e candidato a deputado federal derrotado, Amir Lando, ficaria com a Casa Civil, e o ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembléia Legislativa de Rondônia, Carlão de Oliveira, responderia pela folha de pagamento.
Confúcio, no entanto, disse que tudo não passa de boatos. Pode até ser. Mas que Carlão de Oliveira terá forte influência no seu governo, inclusive indicando aliados e afilhados políticos para ocupar postos de mandos, não se tem nenhuma dúvida. Como também são favas contadas que ex-governador José Bianco vai tentar emplacar Batista, seu braço direito e homem de confiança, desde os tempos do governo do estado e, hoje, servindo-lhe na prefeitura de Ji-Paraná.
Amicíssimo do senador reeleito Valdir Raupp, difícil acreditar que Amir Lando não seria beneficiado com uma sinecura. Negar os fatos é tentar tapar o sol com uma peneira.
É preciso deixa claro, contudo, que o exemplo tem que partir de cima, porque, somente assim, a sociedade poderá ser levada a participar conscientemente da obra ingente de modernização do estado, da “nova Rondônia” sobre a qual tantas vezes falou o candidato Confúcio Moura, durante os programas eleitorais.
Precisamos urgentemente rever a mentalidade vigente, para poder humanizar a vida do povo. A ordem normativa em voga, voltada mais para o atendimento do individualismo exacerbado do que para o aperfeiçoamento da convivência social, na sua abundância e riqueza, fomenta insatisfações e conflitos.
Que o novo modelo de vida social, defendido, durante a campanha eleitoral, pelo candidato Confúcio Moura, preserve os interesses do ser humano dentro da sociedade, e não a manutenção do status quo reinante.
O estado não é apenas território e população. Ele precisa de possibilidades para desenvolver-se, levando em conta suas riquezas e potencialidades naturais. Por isso, o novo dirigente estadual vai precisar cerca de pessoas probas e sabidamente competentes em suas áreas.