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CARROCINHA - Zoonose municipal sacrifica mais de 100 cachorros entre fevereiro e março em Porto Velho - foto

Zoonose mantém plantão de captura de cães nos finais de semana

Da Redação

03 de Abril de 2010 às 16:08

Foto: Divulgação

 
As chamadas carrocinhas não param de trabalhar nem mesmo nos finais de semana. Em regime de plantão, o Departamento de Controle de Zoonoses (DCZ), da secretaria municipal de Saúde de Porto Velho, mantém uma equipe de agentes que pode ser acionada aos sábados, domingos e feriados.
 
De acordo com a diretora do departamento, Deuzeli Sales de Souza Pereira, as chamadas mais comuns são para capturar animais que fugiram de casa e atacam as pessoas. Durante a semana, as duas unidades capturam os cães que estejam na rua, tendo dono ou não. Entre fevereiro e março foram capturados 116 animais, menos de 10% foram resgatados do DSZ pelos proprietários. Conforme o Código de Postura do Município de Porto Velho, o departamento deve manter os animais no canil por cinco dias úteis, após esse período eles são sacrificados.
 
Um outro serviço do DCZ muito procurado pela população é a remoção de cães e gatos. Essa solicitação ocorre, principalmente, quando o dono do animal não o quer mais, seja porque o cão ou gato está doente ou velho. “Tem pessoas que solicitam a remoção porque adquiriram outro animal. Quando o agente explica que isso não é motivo para se desfazer do animal, elas ameaçam soltá-lo na rua, então ele é trazido para o DSZ”, complementa Deuzeli Pereira.
 
O serviço de captura de animais é de saúde pública, isso porque evita a disseminação de zoonoses, a agressão a pessoas e acidentes de trânsito. A solicitação do serviço pode ser feita por meio do telefone 3901-2878.
 
Limitação
 
De acordo com a diretora do DSZ, no mês de março a captura de cães ficou restrita às regiões centrais da cidade, por falta de acompanhamento da Polícia Militar. A presença da polícia é necessária devido aos casos de agressão sofrida pelos agentes. “As pessoas jogam pedras e xingam os agentes quando eles estão na captura dos animais. Nem sempre os agressores são os donos dos cães”, diz Deuzeli Pereira.
 
O departamento já solicitou ao Comando da Polícia Militar a renovação da parceria para que o serviço se normalize.
Direito ao esquecimento

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