É compreensível que um magistrado de outro Estado, principalmente de uma região
rica do país como o sul, excelência em quase tudo que tem e faz, fale em
intervenção no Estado de Rondônia.
*Aliás, garanto ao juiz Boller que o seu sentimento de repulsa é compartilhado
pela grande maioria de seus colegas rondonianos (espero que sua excelência não
se sinta menor por chamá-lo de colega, nem desprestigiado porque quem fala é um
rondoniano de coração).
*Contudo, deve o ínclito pretor saber que o Tribunal de Justiça de Rondônia, tal
como o Ministério Público, possuem membros capazes de responder pelo Poder
Judiciário e pelo parquet estaduais. Por isso minha estranheza quando vossa
excelência fala em intervenção federal.
*Na hipótese do nobre colega não saber, Rondônia possui bons juízes e promotores
de justiça, apesar de muitos não terem tido a honra de serem alunos de Athos
Gusmão Carneiro. É evidente também – acredito – , que tanto em Rondônia como em
Santa Catarina há maus profissionais. Mas mesmo aos maus profissionais é
deferido o direito de se defenderem. Tenha certeza: disso não abriremos mão!
*Caro magistrado, o sentimento que hoje impera no meio jurídico de nosso Estado é
de luto. Mas saiba que a magistratura de Rondônia não se esmorecerá. Tal qual a
fênix morta, o Poder Judiciário em Rondônia viverá dias de luz novamente.
*De mais a mais, recomendo a vossa excelência a leitura do artigo intitulado “A
Violência que Estarrece”, de autoria do eminente desembargador Walter
Waltenberg Júnior. A propósito, peço vênia ao respeitado desembargador para
repetir o que já disse: “Certamente, como diz a frase inesquecível: há Juízes
em Berlim!” *
*Clamo ao magistrado catarinense de renomada que não prejulgue. Ouça as duas
partes. Venha conhecer o nosso Tribunal, nossas operações “Justiça Rápida” e
demais projetos institucionais desenvolvidos pelo Poder Judiciário local. Não
deixe que a sanha da imprensa contamine seu juízo. O senso comum não é amigo da
Justiça.
*A propósito, “Cuidai, juiz, para que a prudência, que é a virtude dos sábios,
seja o lume do vosso veredicto, como um sol que enxugue o pranto dos órfãos e
como a chuva que amenize a sede dos injustiçados!”
****NOTA DA REDAÇÃO - Artigo do desembargador Walter
Waltenberg Júnior citado no texto está publicado no endereço eletrônico - www.tj.ro.gov.br