O caos em Porto Velho - parte da cidade fica submersa

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Foto: Divulgação

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*Por: Marcos Souza *Confesso que nunca tinha visto uma cheia tão intensa quanto esta em Porto Velho. Foram quarenta minutos de chuva e uma situação que lembra a cidade de São Paulo quando o rio Tietê transborda nas suas marginais, dando início a uma enchente nas suas principais vias de acesso. *Era pouco depois das 18h00, dentro do ônibus, da linha Hospital Base, eu e mais de 15 passageiros ao cruzar a avenida Governador Jorge Teixeira, na altura da rua D. Pedro II, próximo à rodoviária, vimos algo inusitado, os valões que ficam no meio da avenida estavam transbordando. *A alagação que era comum naquele trecho estava dando sinais de que algo muito surreal estava ocorrendo na capital. Com o avanço do ônibus até a curva da rua Almirante Barroso, a cheia que atinge em todos os anos os ribeirinhos parecia ter expandido o seu território. “As galerias devem estar entupidas”, gritou um dos passageiros perplexo com a difícil passagem dos carros com a água barrenta atingindo até um metro. Até o trecho onde fui, na avenida Nações Unidas, do semáforo da Amazonas até próximo a Caixa, algumas pessoas ficaram ilhadas nos canteiros, quem tentou cruzar a avenida teve que enfrentar águas até as canelas e entulhos boiando sobre os bueiros. *O que se viu foi a constatação de alguns sinais que a cidade já estava mostrando em dias anteriores em algumas de suas vias principais, alagação decorrente de esgotos entupidos e a deficiência no sistema de drenagem. (Confira matérias a respeito nos links abaixos). Mas a situação ocorrida no final da tarde de segunda-feira (03) foi tão calamitosa que proporcionou cenas que não se viam em Porto Velho: congestionamentos gigantescos, carros quebrando no meio das alagações, avenidas como Carlos Gomes e Sete Setembro com águas que alcançavam até um metro de altura. *O Corpo de Bombeiros teve muito trabalho para resgatar motoristas ilhados, carros que eram arrastados pela enxurrada (é isso mesmo, incrível, basta ver as fotos do fotógrafo J. Gomes no Diário da Amazônia). Um caos! *A pior situação ficou na parte baixa da cidade, em pleno centro comercial de Porto Velho, principalmente onde comporta a praça Jonathas da Pedrosa, ponto central dos camelôs, com uma enxurrada violenta, provocando uma celeuma que mobilizou desespero em funcionários de algumas lojas, que tentavam desobstruir os bueiros para tentar escoar, ainda que paliativamente, as águas que invadiam o comércio naquele trecho. *Pelo menos uma loja foi saqueada durante a confusão, na rua Barão do Rio Branco, onde fica o Camelódromo, foco central da enchente que tomou conta da capital. O que se viu foi o caos causado por uma chuva torrencial de quarenta minutos, demonstrando que, infelizmente, Porto Velho, a cidade, está num momento muito delicado na sua estrutura física e a sua rede de esgotos, com suas galerias, está com um problema muito sério, e que não se pode ser consertado com ações emergenciais. *O problema é de responsabilidade municipal e afetou os munícipes de tal maneira que a culpa acaba sendo da atual administração, sendo que problemas dessa natureza já vem ocorrendo em administrações passadas, mas a ebulição, a fervura máxima, atingiu o seu ápice agora. *Quando se está dentro de um ônibus as opiniões se divergem entre os passageiros ao tentar apontar um responsável por tal situação calamitosa, a maioria culpa o prefeito Roberto Sobrinho, que não deu a devida atenção ao problema do sistema de drenagem da cidade, outros tantos culpam as administrações anteriores, que realizaram obras mal acabadas, se preocupando mais em embelezar a cidade. Na minha modesta opinião, o resultado é uma série de fatores, entre elas está na sujeira em que se encontra em muitos pontos da cidade. *Na avenida Sete de Setembro, um dos pontos mais atingidos, os bueiros e cantos de calçados estão entre os que mais recebem detritos e lixo. Um trabalho mais efetivo para mapear os pontos críticos de alagamento da cidade é também necessário para que se sane o problema definitivamente. Ações paliativas, de procedimento emergencial, não resolvem a situação do caos a que se chegou, apenas encoberta o mal feito. Creio ser esse o momento dos munícipes exigirem fazer valer as cobranças do seu IPTU. *Mas recentemente a Semob esteve executando serviços de desobstrução de bueiros e recuperação de caixas de água em algumas confluências no centro da cidade e no bairro Aponiã, mas com a enxurrada de ontem parece que esses serviços não fizeram o efeito desejado. A questão é saber o que de fato houve com a cidade ontem. Se com quarenta minutos de chuva ela ficou parcialmente alagada, avalie com um tempo mais prolongado. *-- *- Confira nos links abaixos matérias a respeito: *- Bueiro entupido transforma via central da cidade numa “lagoa” *- Buraco no centro da cidade atrapalha o trânsito e causa transtornos à comerciantes
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