Esta não foi a primeira vez que o neto causou problemas
Foto: Ilustrativa
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Um homem de 28 anos foi preso pela Polícia Militar neste final de semana no bairro Igarapé, em Porto Velho (RO) sob a acusação de agredir física e psicologicamente a própria avó, uma idosa de 83 anos. A prisão ocorreu após denúncias da cuidadora da vítima, que presenciou as agressões.
De acordo com as informações, os abusos começaram por volta do meio-dia e se estenderam ao longo da tarde. O estopim para o acionamento da polícia ocorreu quando o agressor desferiu um soco na mão da idosa contra a pia da residência. Abalada e sentindo fortes dores, a vítima caiu em prantos diante da cuidadora.
Em depoimento à polícia, a cuidadora da idosa relatou que a violência dentro do imóvel era uma triste rotina. O acusado, que mora com a avó há bastante tempo, é dependente alcoólico e costuma proferir insultos e ofensas diárias, gerando um ambiente de intenso sofrimento psicológico para a idosa.
A testemunha revelou ainda que, em episódios anteriores, o neto chegou a empurrar a idosa, que quase caiu no chão. A situação de vulnerabilidade da vítima é extrema.
Devido à idade avançada, ela possui sérios problemas de locomoção e depende do auxílio de uma bengala e de um andador para se movimentar pela casa.
Esta não foi a primeira vez que o neto causou problemas no ambiente familiar. Registros apontam que ele já havia sido conduzido anteriormente à Central de Flagrantes em decorrência de atritos e brigas domésticas.
Diante dos fatos narrados, a Polícia Militar deu voz de prisão ao acusado no local. Como ele não esboçou reação, não foi necessário o uso de algemas durante a condução.
O acusado foi encaminhado novamente à Central de Flagrantes, onde responderá pelos crimes de lesão corporal no contexto de violência doméstica (Artigo 129 do Código Penal) e por expor a integridade física e psíquica do idoso a condições desumanas (Artigo 99 do Estatuto da Pessoa Idosa).
Por questões de saúde, dignidade e extrema dificuldade de locomoção, a idosa de 83 anos não foi levada à delegacia. A polícia optou por resguardar o bem-estar físico e emocional da vítima, colhendo as informações necessárias no próprio lar com o apoio da cuidadora.
O caso agora segue sob a análise da autoridade judiciária, que deverá determinar as medidas protetivas de urgência para garantir que o agressor permaneça afastado da idosa e da residência.
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