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CUIDADO: Saiba o que pode contaminar uma cerveja, seus riscos e consequências

Você nunca teve medo de ter algum tipo de intoxicação causada por agentes patogênicos vindos da bebida?

UAI

06 de Janeiro de 2020 às 16:21

Foto: Divulgação

O que pode ser chamado de contaminação em cerveja? Você nunca teve medo de ter algum tipo de intoxicação causada por agentes patogênicos vindos da bebida?

 

Pois então… é interessante o assunto, porque cerveja é um caso à parte. A bebida sofre contaminações por bactérias, como outros alimentos, mas elas não provocam mal à saúde.

 

Tudo isso porque as bactérias que crescem na cerveja não são patogênicas, ou seja, não são agentes infecciosos capazes de produzir doenças em seus hospedeiros.

 

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Você pode estar se perguntando como isso é possível. E a resposta é simples. De acordo com o Laboratório TecDen – Tecnologia Cervejeira e Desenvolvimento, bactérias patogênicas não sobrevivem ao meio alcóolico, de baixo PH e com a presença de lúpulo, como é a cerveja.

 

Assim sendo, as bactérias que crescem na cerveja, que sobrevivem ao meio, influenciam negativamente a bebida apenas nos aspectos sensoriais, ou seja, sabor azedo como vinagre, aparência turva, pouca espuma.

 

Há quem afirme que uma cerveja caseira, feita em panela, corre mais risco de contaminação. Isso pode ou não ser verdade, tudo depende do ambiente em que ela é produzida. De qualquer maneira, as bactérias são inofensivas à saúde.

 

Agentes de proteção da cerveja

 

Lúpulo: a planta, ingrediente obrigatório na cerveja, tem uma importante função conservante. Isso devido às suas propriedades bacteriostáticas, ou seja, que paralisa a ação de bactérias.

 

Pasteurização, processo por qual passa a maioria das cervejas em fábricas, é um dos métodos de controle microbiológico,matando os microorganismos presentes.

 

Análise microbiológica: praticamente todas as cervejarias, independentemente do porte, mantêm laboratórios internos para medir a existência e a quantidade de colônias de bactérias na cerveja depois de pronta. Para as que não têm laboratórios internos, há empresas que prestam esse serviço às cervejarias.

 

Reaproveitando cervejas contaminadas

 

Se uma cervejaria detecta um nível de contaminação que comprometa os aspectos sensoriais da cerveja, a tendência é que ela descarte todo o lote. Mas há muitos casos de reaproveitamento dessas cervejas para produção de estilos, os quais têm a característica de uma fermentação mista, com a presença de bactérias lácticas ou acéticas.

 

O importante é saber que cerveja não mata ninguém!

 

Cuidados externos

 

Os cuidados com armazenamento da cerveja devem ser rigorosos para que agentes externos não comprometam a qualidade da bebida. São eles:

 

  • Manter as garrafas ou latas em ambientes secos, sem presença de agentes químicos como cloro, produtos de limpeza ou de cheiros fortes
  • Limpar as latas e garrafas quando chegam dos pontos de venda, lavando-as com água e detergente neutro, afinal não temos controle sobre o que teve contato com as embalagens.
  • Guardar as garrafas no escuro, para evitar oxidação dos lúpulos provocada pela luz
  • Manter garrafas de pé, nunca deitadas, para impedir o contato direto do líquido com a tampinha metálica e diminuir a área de contato da cerveja com o oxigênio presente dentro da garrafa
Direito ao esquecimento

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