ESPAÇO ABERTO: Bondade do TJ/RO resulta em lucro para concessionária Toyota superior a 100%

Confira a coluna de Cícero Moura

ESPAÇO ABERTO: Bondade do TJ/RO  resulta em lucro para concessionária Toyota superior a 100%

Foto: Divulgação

REPERCUSSÃO
 
O assunto virou polêmica nas redes sociais quando foi anunciado pelo Tribunal de Justiça de Rondônia. 95 veículos usados teriam sido negociados com a concessionária Toyota por preços, no mínimo, muito tentadores.
 
 
DÚVIDAS
 
Postagens enviadas para as próprias redes do TJ e compartilhadas em vários grupos insinuaram que não houve transparência no processo e que isso acabaria evidenciando desvio de conduta. 
 
PREÇOS
 
Outro ponto questionado nas redes é que os valores envolvendo a transação seriam uma enorme generosidade com a empresa que comprou a frota, já que os veículos de luxo entregues no negócio estão sendo oferecidos por valores acima da FIPE, a tabela de referência usada na compra e venda de carros.   
 
QUALIDADE
 
A negociação envolveu camionetes cabine dupla, utilitários, sedans de luxo e mini vans. No total, são 95 veículos. A maioria tem mais de 5 anos de uso, mas eles chamam atenção pela baixa quilometragem. 
 
UNITÁRIO
 
O Tribunal de Justiça informou que não há nenhuma irregularidade no processo e as avaliações pontuais de cada veículo estão dentro dos valores de mercado. Há um equívoco nessa informação.
 
BEM ABAIXO
 
Conforme tabela que consta no pregão eletrônico, a Toyota pagou 60% da tabela FIPE em cada veículo. Isso representa uma enorme generosidade, já que a própria concessionária tem anúncios oferecendo tabela FIPE na troca de um usado por novo.
 
MERCADO
 
Vale ressaltar que essa oferta integral da FIPE tem sido uma grande estratégia das empresas, não só da Toyota. Normalmente as concessionárias costumam depreciar veículos  em até 25% do valor de mercado quando negociam seu estoque. 
 
INDECENTE
 
No caso de oferecer pagamento de no máximo 60% da tabela por um usado em troca da venda de outro veículo, desconheço alguém que tenha depreciado tanto seu próprio bem e tenha sido tão bondoso com uma concessionária de carros para poder fechar negócio.
 
PREÇO FINAL
 
Como era um pregão, a oferta ignóbil foi mantida e os 95 veículos do TJ acabaram sendo negociados por  R$ 2.860.542,31 reais. 
 
AVALIAÇÃO
 
Do total de 95 veículos, o TJ teve apenas 24 avaliados em mais de 40 mil, sendo que apenas 6 chegaram ao valor de R$ 50.826,60. A maior oferta foi para um caminhão baú, avaliado em R$ 70.218,60.
 
CONTRAPARTIDA
 
O dinheiro dos usados serviu como parte de pagamento de 26 camionetes Hilux SR, cabine dupla, zero quilômetro. O Tribunal de Justiça teve que desembolsar R$ 1.562.426,68 reais.
 
 
DESCONTO
 
Cada veículo zero saiu por R$ 169.556,00 reais a unidade. Segundo o TJ, o valor representa cerca de 45 mil abaixo da tabela em cada unidade.
 
ECONOMIA
 
O TJ explica que a negociação propiciou diminuição da frota de 125 para 55 veículos e a contratação de empresa para realizar entrega de materiais nas comarcas do Estado, com isso teria havido redução de custo para deslocamento em quase 70%.
 
ECONOMIA 2
 
O Tribunal de Justiça aponta ainda que vai economizar cerca de 3 milhões e 600 mil reais por ano com a mudança no modelo de transportes da instituição, que passou a utilizar aplicativo para deslocamentos de servidores nas áreas urbanas. 
 
MELHOR OPÇÃO
 
O secretário-geral do Tribunal de Justiça, juiz Rinaldo Forti, disse que, diferente do que se imagina e chegou a ser cogitado, o leilão dos veículos não seria vantajoso para o Tribunal. Ele explica que já houve experiência frustrante que acabou resultado em gastos desnecessários em vez da troca de frota.
 
SEM DESPESAS
 
O juiz enfatiza que à venda como ocorreu transferiu toda a responsabilidade para a empresa compradora, considerando que alguns veículos não estariam funcionando.
 
COMPROMISSO 
 
Forti explica ainda, que a ganhadora do certame também ficou com os ônus de custear todas as despesas de transferência dos carros e de entregar os novos licenciados e emplacados.
 
COMERCIALIZAÇÃO
 
Os argumentos do Tribunal de Justiça de Rondônia até podem ser questionados, mas não me parece que existam irregularidades no processo, como foi questionado nas redes sociais. 
 
FAKE
 
Importante enfatizar que os ataques sofridos pelo Tribunal nas redes sociais não tem assinatura. Foram executados por covardes escondidos em perfis fakes, como acontece às vezes com nossa equipe aqui no Rondoniaovivo.
 
NEGÓCIO DA CHINA
 
Também não dá para deixar de registrar que a Toyota fez um ótimo negócio, independente de ter adquirido alguns veículos parados há bastante tempo. Só para se ter uma ideia, apenas 4 veículos que já estão sendo oferecidos pela concessionária tem valor superior a 100% do que a empresa pagou ao TJ.
 
NEGÓCIO DA CHINA 2
 
Os demais veículos do TJ , consultados pela coluna, estão sendo oferecidos pelo valor integral da FIPE. Lembrando que a empresa pagou 60% da tabela em cada carro.
 
LIBERAÇÃO
 
A Toyota só não fechou negócio ainda, segundo seus vendedores, porque aguarda o retorno das atividades no Detran para que as transferências possam ser efetivadas.
 
DÚVIDA
 
Prefeitos de Rondônia estão com a pulga atrás da orelha após informação de que o Governo do Estado teria tentado comprar, sem sucesso, um milhão de vacinas. O chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves, teria dito aos nobres que a negociação esbarrou na pouca produção e na prioridade que teria sido dada para o governo Federal.
 
DÚVIDA 2
 
A arrepsia dos prefeitos faz sentido. Até porque o Governo de Rondônia indo atrás de vacina contraria determinação do “Mito”. Outra coisa que não entendi nessa conversa mole, é porque os prefeitos da Arom não questionaram Marcos Rocha e sua Grei quando do anúncio de tal compra.
 
DÚVIDA 3
 
Outra inação nesse episódio é o Governo ter ficado quietinho quanto à um assunto tão importante como esse. Não vi uma única publicação feita pela Comunicação do Estado na semana passada, quando teria ocorrido à procura por vacinas. 
 
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Ora, se tem carnaval quando chegam caixas de vacinas que cabem em um carrinho de picolé, qual a razão de não chamar um Trio Elétrico para um milhão de doses.
Direito ao esquecimento

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