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ESPAÇO ABERTO: Além do coronavírus, o clima atual também traz riscos para a população

Confira a coluna de Cícero Moura

CÍCERO MOURA/RONDONIAOVIVO

29 de Julho de 2020 às 08:33

Atualizada em : 29 de Julho de 2020 às 11:37

Foto: Divulgação

OUTROS PROBLEMAS PARA A SAÚDE
 
Dados do Ministério da Saúde apontam que em Porto Velho os maiores índices de internações relacionadas às doenças do aparelho respiratório são registrados de maio a setembro por causa das queimadas.
 
NÚMEROS
 
Em 2018, no período,  o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 778 internações de pessoas que apresentavam sintomas de pneumonia, bronquite, faringite, laringite, asma, gripes e outras infecções agudas das vias aéreas. Em 2019, foram 900 internações no mesmo período.
 
 
RISCO
 
Doenças do aparelho respiratório também podem levar a morte. Segundo levantamento do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) da Semusa, nos últimos dois anos essas doenças foram responsáveis por 473 óbitos em Porto Velho, sendo 64% de pessoas com idade acima dos 70 anos.
 
VACINAÇÃO
 
Uma atitude simples que pode evitar adoecimento e internações é a vacinação em campanhas de rotina. No caso das crianças, a caderneta de vacina deve estar atualizada com as dosagens e tipo de imunização recomendada para cada idade. 
 
POUCA PROCURA
 
Segundo o departamento de Imunização da Semusa, a campanha contra a gripe para as crianças teve baixa adesão em Porto Velho. Das 41.727 previstas, cerca de 20 mil foram imunizadas, aproximadamente 50% de cobertura.
 
PREOCUPAÇÃO
 
Segundo a médica Marilene Penati, as síndromes gripais preocupam por terem manifestações similares aos sintomas do coronavírus, inclusive nas crianças, o que pode comprometer a saúde delas com complicações sérias.
 
DENÚNCIAS
 
Denúncias sobre queimadas ou outros crimes ambientais podem ser feitas no número 98423-4092, que também é WhatsApp. No momento, o atendimento por meio do 0800 648 1320 está suspenso.
 
NÃO MENTIU MAS OMITIU
 
Peça publicitária da prefeitura de Porto Velho apresenta investimentos de 30 milhões na Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Está correto. Só faltou dizer que o dinheiro é da Santo Antônio Energia e não da prefeitura.
 
BATE PAPO
 
Nesta quarta-feira, o ex-presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, Walter Waltemberg, promove um bate papo em sua rede social com o prefeito de Porto Alegre, Marquezam Junior. Waltemberg ressalta que sua participação mais ativa em redes sociais faz parte de um projeto de modernização de Porto Velho. O endereço para quem quiser acompanhar ou fazer perguntas é bit.ly/waltenbergchannel.
 
CORRUPÇÃO
 
A Polícia Civil de Rondônia realizou operação chamada “Mobilis” que apura irregularidades no certame licitatório que culminou com a aquisição de software, tablets e demais acessórios para a implementação do “sistema mobile” no âmbito da Secretaria de Segurança. O sistema possibilita o registro de ocorrência policial e a lavratura do Termo Circunstanciado no local dos fatos.
 
CRIME
 
Segundo a investigação, foi descoberto vínculo entre servidores públicos e o sócio proprietário da empresa ganhadora do certame. O valor do negócio corresponde a R$ 3.446.593,60 (três milhões quatrocentos e quarenta e seis reais quinhentos e noventa e três reais e sessenta centavos).
 
LICITAÇÃO
 
A polícia afirma que o processo licitatório foi combinado entre servidores públicos e o sócio proprietário da empresa E-GRAPHIC DESIGN ELETRÔNICO LTDA que venceu a licitação.
 
PRESTAVA SERVIÇO
 
Antes mesmo da primeira fase do processo licitatório, a empresa teria passado a desenvolver o sistema oportunizando a liberação de dados estratégicos da Secretaria de Segurança Pública, sem autorização, e já realizando treinamento com policiais militares em várias regiões do Estado.
 
SOCIEDADE
 
A polícia alega que o negócio deu tão certo que um dos servidores públicos investigados teria virado sócio da empresa E-GRAPHIC DESIGN ELETRÔNICO LTDA. Usando de seu cargo público, o acusado estaria tentando implantar o mesmo sistema em outros estados. 
 
INVESTIGADOS
 
Um Oficial da Polícia Militar de Rondônia, que ocupou cargos de confiança junto ao Poder Executivo, entre 2016 e 2018, e o sócio proprietário da empresa investigada, sediada no Rio Grande do Sul, tiveram prisão decretada.
 
DÚVIDA
 
O trabalho da Polícia quando focado em preservar a sociedade, as instituições e o dinheiro público são sempre louváveis. No entanto, me chama atenção que não há absolutamente ninguém da Superintendência de Licitações do Estado citado na operação.
 
ITEM POR ITEM 
 
Qualquer processo licitatório demanda uma série de pontos que devem ser observados. Ou os suspeitos são excepcionais na arte do crime público ou então alguém “passou batido” na hora de acompanhar a contratação da empresa.
 
PROCESSO
 
A polícia afirma que os investigados, atuando de maneira associada, tentaram inviabilizar qualquer forma de concorrência. Como que policiais conseguiram perceber o óbvio e pessoas, em tese, qualificadas para avaliar todo um processo licitatório não viram nada ?
 
PENA
 
Os envolvidos na fraude e o dono da empresa citada na operação vão responder por crime contra a licitação e crimes de corrupção passiva e ativa. A pena prevista é de prisão e, no caso dos servidores, exoneração do serviço público. 
 
MAIS ABUSO
 
Leitor da coluna diz que as pessoas que tem ido até o Skate Park fazer caminhada estão sendo importunadas por quem não tem o que fazer. No domingo, por volta de 20h30, ocupantes de um Honda Civic teriam estacionado dentro do local, importunando quem estava caminhando ou fazendo exercícios.
 
POLÍCIA MILITAR
 
Segundo o leitor, ele ligou para o 190  informando sobre o inconveniente. A PM teria dito que não tinha como resolver pois o efetivo de plantão estariam atendendo outras ocorrências prioritárias no mesmo momento.
Direito ao esquecimento

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