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ESPAÇO ABERTO: Jornalista é agredido na capital enquanto trabalhava, e daí ?

Confira a coluna de Cícero Moura

Rondoniaovivo

15 de Junho de 2020 às 08:37

Foto: Divulgação

SEM DECLARAÇÕES
 
Já era 1h15 desta madrugada quando finalizei a coluna de hoje. Até o horário citado não vi nenhuma manifestação oficial, ou em redes sociais, sobre a agressão ao  jornalista Carlos Caldeira.
 
OBRA
 
Caldeira estava transmitindo “ao vivo” em sua página no Facebook como estão as reformas na maternidade Regina Pacis. De repente, o responsável pela obra apareceu e disse que Caldeira não poderia gravar, mesmo o jornalista tendo avisado que tinha autorização.
 
AGRESSÃO
 
Irritado, o homem partiu para cima de Caldeira e derrubou o celular e o suporte que ele usava para fazer a transmissão. Segundo Caldeira, apesar da tela do telefone ter sido quebrada com a queda, o equipamento continuou gravando.
 
FOI EMBORA
 
Diante do ato selvagem do sujeito que trabalha na obra, Caldeira juntou o que sobrou de seu equipamento e foi embora. Isso aconteceu na manhã de sábado. Logo após o fato, o jornalista fez chegar ao conhecimento do Governo o que tinha acontecido.
 
CEGO, SURDO E MUDO
 
O comportamento do responsável pela obra demonstra autoritarismo e covardia. Espelhado, talvez, em seu conhecimento jerico imagina que jornalistas assim também o são. O mais lamentável é o governo ou a Sesau não terem divulgado uma única linha sequer repudiando o ato. 
 
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Aliás, a gravação de Caldeira mostrando o empenho nas reformas da Maternidade Regina Pacis seria um grande afago ao ego do Secretário Midiático que costuma estufar o peito para falar de seu desvelo em relação à saúde.
 
REABRE 
 
O nome agora é distanciamento social seletivo, no qual é retomada a maior parte das atividades econômicas. É a fase 2 das medidas de estratégia. A linguagem técnica explica que será uma reabertura parcial que  não eleve excessivamente a velocidade de contágio e a demanda por leitos.
 
RIGIDEZ
 
Um novo decreto, estabelece rígidos protocolos de segurança sanitária a serem adotados em cada setor de atividade econômica, abrangendo tanto os cuidados sanitários, como os limites de clientes e funcionários dentro de cada estabelecimento, incluindo restrições no tempo de permanência, visando evitar aglomerações.
 
BEM À VISTA
 
As informações sobre o número máximo de pessoas em cada local deverão constar em cartaz a ser afixado na entrada das lojas, juntamente com o telefone para denúncias. As novas medidas foram elaboradas com empresários que prometem fiscalizar tudinho.
 
CENTRO DE COMPRAS
 
Um dos protocolos de maior abrangência é o que será adotado pelos shoppings e galerias, baseado no modelo desenvolvido pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Nesta fase não será permitido o funcionamento da praça de alimentação do shopping.
 
 
OUTROS LOCAIS
 
Restaurantes, lanchonetes, sorveterias e afins, voltam a operar com consumo no local, porém com limitação do tempo de permanência de cada cliente, por até duas horas. Terá que haver distanciamento mínimo de dois metros entre as mesas, abertura de portas e janelas, entre outras medidas de redução do risco de contágio.
 
ASSEAMENTO
 
Quem gosta de dar um trato no visual pode comemorar. Salões de beleza e barbearias estão liberados. Também reabrem lojas de eletrodomésticos, de bens de informática e de confecções (vedado provar roupas e calçados).
 
IR E VIR 
 
Transporte rodoviário intermunicipal e os demais serviços de transporte público ou particular, coletivo e individual, também voltam a funcionar nesta segunda-feira (15).
 
PROTEÇÃO
 
O uso de máscara será mantido em todos os deslocamentos das pessoas, assim como o uso do álcool em gel nos estabelecimentos e demais medidas de prevenção ao coronavírus anteriormente determinadas.
 
ECONOMIA
 
A adoção das novas medidas atende interesses comuns de empresários e Governo que já manifestavam a criação de estratégias que permitissem a abertura do comercio e indústria. Nesse acordo, digamos assim, também foi  afinado um discurso voltado à prevenção.  
 
NÚMEROS
 
Embora não se tenha conhecimento de nenhum infectologista ou epidemiologista de renome entre seus pares, o Comitê Interinstitucional de Prevenção Verificação e Monitoramento dos impactos da Covid-19 do Governo de Rondônia explica que a diminuição 
da velocidade do contágio durante o período do isolamento restritivo contribuiu para a decisão.
 
NÚMEROS 2
 
No dia 6 de junho quando começou a valer o decreto de isolamento restritivo, Rondônia tinha 7.701 casos confirmados de Covid-19 e 228 óbitos. Ontem, no boletim diário da Sesau, o número de contaminados estava em 11.865 com 324 óbitos.
 
NÚMEROS 3
 
Entre os dias 6 e 14 houve um aumento de 4 mil e 164 no número de pessoas infectadas enquanto o número de mortes no período passou de 228 para 324. 96 mortes a mais em relação ao início das medidas restritivas.
 
NÚMEROS 4
 
Passei um bom tempo analisando esses números e tentando entender o que o Comitê de Prevenção quis dizer com “ diminuição da velocidade do contágio durante o período restritivo”. 
 
O QUE VEM POR AÍ
 
Mais de 4 mil novos infectados em uma semana considerada de controle rígido. Amanhã a cidade retorna à normalidade. Que a sorte esteja conosco.
Direito ao esquecimento

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