FIOCRUZ: Livro sobre a trajetória de pesquisadores pioneiros em Saúde Pública em RO será lançado em novembro

Obra retrata o surgimento da Fiocruz Rondônia e faz uma homenagem ao legado do cientista Luiz Hildebrando Pereira da Silva.

FIOCRUZ: Livro sobre a trajetória de pesquisadores pioneiros em Saúde Pública em RO será lançado em novembro

Foto: Divulgação

A trajetória de pesquisadores pioneiros, em Rondônia, em estudos sobre malária e os passos iniciais da pesquisa em Saúde Pública no Estado acessíveis a toda a sociedade, por meio da obra “Fiocruz Rondônia: histórias de vidas dedicadas à ciência na Amazônia”, que será lançada em Porto Velho, no próximo dia 11 de novembro de 2022, nos formatos físico e e-book.

 

A obra é fruto de projeto de memória institucional contemplado em 2020, em Chamada Interna da Fiocruz para projetos de memória, no contexto das comemorações pelos 120 anos da Fundação Oswaldo Cruz no Brasil. Nesse sentido, com a proposta selecionada a Fiocruz Rondônia busca promover o debate e a reflexão sobre a relevância da pesquisa científica no campo das doenças negligenciadas para o fortalecimento da ciência na região Norte do Brasil, e tornar acessível à comunidade quais foram as implicações dessas iniciativas pioneiras ao conhecimento de doenças consideradas endêmicas e, consequentemente, para a formação das primeiras estruturas ligadas ao surgimento da Fiocruz Rondônia, em Porto Velho.


Construído em seis seções, o livro traz desde uma abordagem sobre a vinda do cientista Oswaldo Cruz à Porto Velho, no começo do século XX, por ocasião da construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré; passando pelas investidas de pesquisadores contemporâneos do renomado parasitologista Luiz Hildebrando Pereira da Silva ao Estado, entre o fim da década de 1980 e começo da década seguinte; a formação de pesquisadores em Saúde Pública e o impacto de seus estudos frente aos desafios sanitários da região. O livro também dedica uma seção especial aos pesquisadores colaboradores e egressos do Programa de Pós-graduação em Biologia Experimental (PPGBIOEXP/Fiocruz RO/UNIR), que teve o seu surgimento diretamente ligado à chegada de pesquisadores da USP a Rondônia, para desenvolverem pesquisas sobre malária, além de uma seção que faz homenagem aos demais colaboradores da instituição, pessoas “anônimas” que contribuem diariamente para as pesquisas realizadas pela Fiocruz em Rondônia.

 

 

Um dos entrevistados para o livro é o médico Erney Felício Plessmann de Carmargo, formado pela Faculdade de Medicina de São Paulo (USP – 1959) que presidiu o CNPq, entre 2003 e 2007. Na obra, Erney destaca sua convivência ao lado de Luiz Hildebrando, os desafios impostos aos pesquisadores durante a ditadura militar, e enaltece o empenho do professor Hildebrando em buscar respostas aos problemas em torno da malária em Rondônia, numa época de recursos escassos e que a região possuía os maiores índices da doença, no Brasil.

 

Luiz Hildebrando dedicou os últimos 15 anos da vida dele ou um pouco mais a Rondônia, nada mais justo que se faça uma homenagem a ele, e eu agradeço a oportunidade de fazer esse registro, porque realmente Luiz se dedicou a Rondônia. Escutem, ele deixou Paris para ir morar em Porto Velho. Luiz viveu uma vida científica absolutamente modelar e deve ser visto como uma referência científica e de comprometimento social com todos nós”.

 

Erney Camargo, ex-presidente do CNPq

 

Também ouvido para uma das seções do livro, Mauro Shugiro Tada relembrou sua chegada a Rondônia ao município de Costa Marques, onde foi responsável pela implantação do Centro de Pesquisa em Malária do Vale do Guaporé em 1986. Pouco tempo depois, essa estrutura foi trazida para Porto Velho, tornando-se o Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem/Sesau), do qual é diretor geral desde então. Nas palavras do pesquisador, “é inegável o legado de Luiz Hildebrando para a ciência e a saúde, ele tinha um interesse muito grande nas pessoas, ele tinha um carinho enorme pelos pacientes”.

 

A obra

 

Em um trabalho intenso de pesquisa, que começou ainda no segundo semestre de 2020, foram ouvidas mais de 40 pessoas, exclusivamente para a organização da obra, entre pesquisadores em Saúde Pública, pesquisadores colaboradores e egressos, tecnologistas em Saúde Pública e trabalhadores comuns que possuem suas histórias de vida entrecruzadas à própria história da Fiocruz Rondônia. Relatos de diferentes personagens com vivências muito particulares, no entanto com um grande interesse em comum: dedicar-se à compreensão de doenças negligenciadas na Amazônia e contribuir para a melhoria das condições de vida da população local.

 

Deusilene Vieira, vice-coordenadora de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz Rondônia, acredita que a sociedade vive atualmente uma necessidade muito maior de aproximação com o ambiente científico, por isso “nós, na Fiocruz Rondônia estamos buscando cada vez mais valorizar esse contato com o público em geral, e nesse sentido o livro que será lançado é uma evidência desse compromisso maior da instituição com a divulgação dos nossos trabalhos de pesquisa, a obra vai permitir uma aproximação ainda maior com a história daqueles que vieram antes de nós, e com o futuro que almejamos para a pesquisa”, reforçou.

 

O coordenador da Fiocruz Rondônia, Jansen Fernandes de Medeiros, destacou a relevância desta iniciativa da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VEPEIC/Fiocruz), que, ao oportunizar às unidades e escritórios técnicos traçarem projetos que valorizem a memória institucional, permite que “sejam ampliadas as vozes de personagens centrais da história da pesquisa em Saúde Pública, em diferentes contextos e regiões do país, e o nosso objetivo, acima de tudo, é contribuir para a disseminação da cultura científica na região Norte, levando ao conhecimento do público um pouco mais sobre a história do surgimento de uma das maiores instituições de pesquisa do país e da América Latina, a Fiocruz, considerando a nossa grande diversidade”.

 

Autor: Jose Gadelha - jornalista/Fiocruz

Direito ao esquecimento

Qual você acha que será o resultado do jogo entre Brasil e Coreia do Sul nesta segunda-feira (05)?

* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!

MAIS NOTÍCIAS

Por Editoria

PRIMEIRA PÁGINA

ROVIVO TV

DESTAQUES EMPRESARIAIS

PUBLICAÇÕES LEGAIS

COLUNAS