LEITURA: ‘Mochileiro pela educação’: Tiago distribui livros para crianças viajando pelo interior do país

Seus próximos planos são distribuir livros em escolas e ONGs das regiões Norte. Desde 2013, Thiago já passou por 79 cidades, 10 Estados e distribuiu 10.650 livros.

LEITURA:  ‘Mochileiro pela educação’: Tiago distribui livros para crianças viajando pelo interior do país

Foto: Divulgação

Desde criança, Tiago Silva, morador de Junqueiro, no interior de Alagoas, enfrentou condições adversas e achou que não ia conseguir superar as barreiras econômicas e sociais. Entretanto, durante o ensino fundamental, um professor o colocou como monitor de biblioteca. O suposto ‘castigo’ teve efeito contrário e tornou-se um ávido leitor. Ele contou que não gostava de ler e nem tinha interesse em conteúdos pedagógicos. Hoje, com a vida transformada pelos livros, tenta de algum modo repassar às crianças o hábito da leitura.

 

Thiago fez graduação em Gestão de Recursos Humanos e especialização em Psicopedagogia. Após aprovação no concurso dos Correios, passou a trabalhar como carteiro. No entanto, sua vontade de ajudar as crianças por meio da leitura era maior. No trabalho, fazia horas extras para conseguir folgas e poder viajar. Sua intenção era ‘mochilar’ pelo Nordeste, mas com um propósito de distribuir livros principalmente para aqueles que não tem acesso.

 

“Eu combinei com o meu chefe, e ele entendeu um pouco meu propósito. Pensei que poderia começar a viajar pelo Brasil distribuindo livros para crianças e adolescentes. As do interior do país têm uma limitação geográfica e temos uma deficiência muito grande no acesso aos livros”, destaca.

 

Em 2013, começou um trabalho voluntário em Alagoas, e seguiu para Sergipe, Bahia e Pernambuco. Acabou conquistando o nome ‘mochileiro pela educação’ por causa das viagens e da distribuição. Com estabilidade financeira e folgas acumuladas, Thiago viajava em determinados dias para visitar as escolas. Para conseguir doações entrava em contato com ONGs, feiras literárias e outras instituições.

 

Esse processo foi o mais trabalhoso, pois muitos materiais doados eram velhos e de pouca utilidade: “A gente recebia muito livro ruim, livro mofado, e era lixo. A pessoa queria se livrar dos livros”, diz. Quando não recebia de forma gratuita, comprava do próprio bolso alguns livros. Atualmente, ele pesquisa para identificar a qualidade do material que será recebido.

 

Em geral, a escolha das cidades visitadas está relacionada com aquelas que apresentam um baixo índice de desenvolvimento humano (IDH), pois a intenção é promover a transformação social por meio da literatura e proporcionar o acesso aos livros para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

 

Mesmo atuando na área social, não deseja transformar o projeto em uma ONG. Ele prefere ter flexibilidade para criar e deslocar-se para lugares de forma prática. Já para a triagem dos livros e desenvolvimento da empresa, conta com ajuda de pessoas na área administrativa e uma pedagoga para curadoria dos livros recebidos.

 

Desde 2013, Thiago já passou por 79 cidades, 10 Estados e distribuiu 10.650 livros. Além da distribuição de livros, o mochileiro também visita as escolas, desenvolve programas de mentorias aos estudantes e estimula os alunos com projetos para a inovação. Também realiza oficinas de leitura para o público carente das cidades e, inclusive, em alguns locais foi entregue uma estante literária com mais de 200 livros, um tablet para gerenciar o aluguel das obras e materiais para colorir.

 

Para conseguir recursos e desenvolver o projeto em grande escala, ele faz contato com empresas e oferece palestras. A intenção é que cada uma “adote” uma escola pública e repasse uma colaboração financeira aos locais visitados.

 

Região Norte

 

Seus próximos planos são distribuir livros em escolas e ONGs das regiões Norte e Centro-Oeste. E, ainda, pretende ampliar e capacitar novos mochileiros para levar o acesso a livros para diversas localidades do país e criar um espaço para ajudar jovens a encontrem o primeiro emprego. Por fim, quer criar uma sede fixa e uma escola com metodologia própria. Confiante, Thiago afirmou em entrevista: “Quero transformar o país no que mais lê no mundo”.

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