BURACO DO CANDIRU: O boteco, local de reunião dos intelectuais de Porto Velho, anuncia o fechamento

Conhecido pelo lema “Um boteco pra chamar de seu”, não aguentou os sucessivos fechamentos impostos pela pandemia do coronavírus.

BURACO DO CANDIRU:   O boteco, local de reunião dos intelectuais de Porto Velho, anuncia o fechamento

Foto: Divulgação

O Buraco do Candiru, local de econtro dos intelectuais de Porto Velho, anunciou que vai encerrar suas atividades. O motivo são as sucessivas limitações das atividades do setor de serviços, que incluem bares e restaurantes, por causa da pandemia do coronavírus, que neste mês de março, completa um ano desde o seu anúncio.

 

Não haverá cerimônia de adeus, segundo o proprietário e um dos fundadores, Marcus Vinícius Danin. “Foi um sonho de várias pessoas, que se manteve por cinco anos. Revivemos os bons e antigos carnavais, homenageamos em vida figuras da nossa terra com estrelas na calçada e cultivar a boa música”, lamenta Danin.

 

Outras quatro estrelas em forma de homenagem estavam programadas para os próximos meses. Uma delas seria para Macalé, dono do antigo Bangalô Bar, conhecido como Rei da Noite nas décadas de 1980 e 1990. 

 

Alguns confrades (Orlando Júnior, Odair Martini e Demétrio Justo) tentaram demover Marcus Vinicius da ideia, mas ele está muito desiludido. Fez exames, pois achava que estava com Covid. “É cansaço com o abre e fecha, com as duas vezes que, apesar dos cuidados que teve, por denúncias maldosas, fecharam suas portas. Mas, ele também havia feito um plano de crescimento, que foi por água abaixo. Tentei, mais uma vez, dizer que no futuro isto será só a lembrança de uma crise, mas para ele, o esse último fechamento foi a pá de cal”, disse Silvio Persivo, confrade e um dos fundadores do Buraco do Candiru.

 

Saudades

 

Segundo os confrades ficarão as boas lembranças, talvez as estrelas na calçada, bons amigos, boas festas, comemorações, a magia do bandolim de Lito Casara, Emanuel Fulton Madeira Casara, os sons do violão de sete cordas de Nicodemos Alves, da flauta de Rosemary da Rocha Abensur, a voz de Dimarcy Menezes, o cavaquinho do cabo Sena, a participação sempre memorável de Ernesto Melo, o pandeiro do príncipe da imprensa, Carlos Henrique Angelo, a dancinha histórica do frevo feita pelo ícone Euro Tourinho, enfim, momentos inesquecíveis. “É uma grande perda para todos nós da Confraria e para a cidade que perde um dos seus pontos pitorescos”, comentou Silvio Persivo.

Direito ao esquecimento

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