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INDÍGENAS: ‘Morte na Floresta’, da escritora e doutora Aparecida Vilaça

Desde 1986 a escritora realiza pesquisa de campo entre os Wari’, povo indígena do Sudoeste Amazônico

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24 de Novembro de 2020 às 09:36

Atualizada em : 24 de Novembro de 2020 às 09:38

Foto: Divulgação

Em maio de 2020, a Covid-19 já havia chegado às aldeias de mais de 70 povos indígenas de diferentes partes do Brasil. No Alto Rio Negro, na cidade de São Gabriel da Cachoeira, os indígenas morrem em suas casas ou em filas de espera.

 

Manaus, a capital brasileira com maior população indígena, é uma das mais afetadas pela pandemia. Pela primeira vez em cinco séculos, nós, os invasores de seus territórios, experimentamos os mesmos sintomas, o desespero e a fragilidade diante de uma doença desconhecida, para a qual não temos anticorpos.

A autora

Aparecida Vilaça graduou-se em Biologia com especialização em Ecologia na UFRJ (1979). Realizou mestrado (1989) e doutorado (1996) em Antropologia Social no Museu Nacional da UFRJ e pós-doutorado na Universidade de Cambridge, Inglaterra (2004).

 

Foi pesquisadora/professora visitante nas universidades de Bergen, Cambridge, Stanford e Universidad Autónoma de México, na École des Hautes Études en Sciences Sociales e na École Pratique des Hautes Études.  

 

Foi bolsista da Capes, do CNPq, da Wenner-Gren Foundation e da John Simon Guggenheim Foundation e atualmente é pesquisadora 1-B do CNPq e “Cientista do Nosso Estado” da Faperj.

 

Desde 1986 realiza pesquisa de campo entre os Wari’, povo indígena do Sudoeste Amazônico, tendo com temas centrais o canibalismo, a guerra e as mudanças sociais, com ênfase na conversão ao cristianismo evangélico e na escolarização intercultural.

 

 Nos últimos anos vem se dedicando especialmente ao estudo das concepções matemáticas indígenas.

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