Durante muitos anos, a Rússia adotou uma visão incomum sobre bebidas de baixo teor alcoólico. Até 2011, cervejas e outros produtos com menos de 10% de álcool não eram oficialmente considerados bebidas alcoólicas, mas sim produtos alimentícios dentro da legislação do país.
Essa classificação tornava o consumo muito mais acessível no dia a dia. A venda acontecia com menos restrições, permitindo a comercialização em locais e horários que normalmente seriam proibidos para bebidas alcoólicas tradicionais, como quiosques de rua e outros pontos comuns de circulação.
Esse cenário mudou quando o governo decidiu endurecer o controle sobre o consumo de álcool. A partir de 2011, a cerveja passou a ser reconhecida oficialmente como bebida alcoólica, o que trouxe regras mais rígidas para venda, publicidade e distribuição.
A mudança fazia parte de uma estratégia mais ampla para combater o alto consumo de álcool no país e reduzir seus impactos sociais e de saúde pública.