MOSSORÓ: Primeiras investigações apontam que detentos fugiram pelo teto de presídio

As celas do presídio estavam passando por reformas e os dois presos se aproveitaram disso para escapar por buracos

MOSSORÓ: Primeiras investigações apontam que detentos fugiram pelo teto de presídio

Foto: Reprodução

Investigações preliminares conduzidas pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e pela Polícia Federal começaram a elucidar algumas lacunas sobre a fuga de dois presos da Penitenciária Federal de Mossoró (RN). Segundo as primeiras informações levantadas, Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento escaparam na madrugada de quarta-feira (14).
 
Parte das câmeras de segurança do presídio federal de Mossoró não estavam funcionando no momento da fuga de Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, de 33 anos, segundo uma fonte ligada à investigação.
 
A reportagem apurou que houve uma falha na manutenção do sistema de vigilância eletrônica, além de uma série de falhas de segurança ligadas às obras em curso na instalação.
 
As celas do presídio estavam passando por reformas e os dois presos se aproveitaram disso para escapar por buracos abertos no teto das celas para escapar por meio de pontos de ligação de energia elétrica.
 
Veja o que se sabe até agora, segundo fontes:
 
- Por volta de 3h, os dois saíram pelo teto das celas arrancando uma estrutura metálica de alumínio e cabos de energia ligados à iluminação da cela;
 
- Em seguida, eles saíram para o pátio e, com alguma ferramenta cortante – possivelmente obtida do canteiro de obras de uma reforma em andamento no presídio – cortaram um alambrado e fugiram;
 
- Câmeras do presídio registraram a passagem deles para o lado de fora, vestindo uniforme de preso;
 
- A administração do presídio deu falta de Deibson e Rogério por volta das 5h, duas horas depois da fuga.
 
A fuga aconteceu por um conjunto de erros, aponta a investigação preliminar realizada pelo gabinete de crise do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que foi instalado na capital potiguar.
 
Esta é a primeira fuga da história do sistema penitenciário federal. O ministério iniciou uma minuciosa vistoria no presídio de segurança máxima em resposta à fuga.
 
Nesta quinta-feira (15), uma equipe de peritos da Polícia Federal retornou ao presídio para dar prosseguimento na investigação sobre a fuga de Rogério e Deibson, que seriam ligados ao Comando Vermelho e estavam em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
 
O Secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, comanda pessoalmente o gabinete de crise instalado na delegacia da PF em Mossoró e determinou um “pente-fino” completo na estrutura do presídio, além de uma reavaliação de todos os funcionários que trabalham no local. A segurança da cadeia federal foi reforçada com mais agentes penais e policiais federais.
 
O presídio federal de Mossoró está passando por uma série de obras de manutenção, reformas e readequação de espaços, como o pátio e as celas. Por ora, segundo as fontes, não há indícios de corrupção para favorecimento da fuga.
 

 
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