QUEM SÃO: Moraes manda PF detalhar multas aos bolsonaristas que bloqueiam estradas

Acusada de se omitir no fechamento de estradas, ministro quer da corporação autuações e identificações de quem foi multado

QUEM SÃO: Moraes manda PF detalhar multas aos bolsonaristas que bloqueiam estradas

Foto: Divulgação

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, ontem, que o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, entregue em até 48h um relatório detalhado de todas as multas aplicadas aos bolsonaristas que bloqueiam estradas, em todo o país, por não aceitarem o resultado da eleição presidencial vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No relatório exigido pela Corte deverá constar as autuações e a identificação dos veículos e das pessoas que foram multadas.

A determinação de Moraes deve-se às várias denúncias de que agentes da PRF estão ajudando os radicais bolsonaristas — que desde segunda-feira interrompem o fluxo de tráfego em centenas de estradas — em vez de desobstruir e multar os chefes dos movimentos. Um dos vídeos que circula nas redes sociais mostra um agente da PRF, em Santa Catarina, dizendo que a ordem da instituição é não fazer nada para desfazer os bloqueios.
 
Vasques disparou ofícios às superintendências da PRF pedindo relatórios detalhados com identificação de todos os veículos, especialmente caminhões, envolvidos nos protestos. Ele também disse que os manifestantes replicam a mesma tática dos atos antidemocráticos organizados no feriado de 7 de Setembro de 2021.
 
A corporação afirma, porém, que tem tomado todas as providências para retomar a normalidade das vias. De acordo com o último boletim da PRF, teriam sido autuados 3,5 mil veículos, a maior parte (611) em Santa Catarina.
 
Na última quarta-feira, o Ministério Público Federal (MPF) pediu à Polícia Federal (PF) a abertura urgente de um inquérito sobre a conduta de Silvinei nas eleições. O documento aponta indícios de prevaricação, violência política e omissão na desmobilização dos bloqueios. O inquérito também deve investigar se as abordagens feitas no segundo turno, dentro do horário de votação, afetaram o "livre exercício do direito de voto".
 
"Compreensível"
 
O procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que as manifestações que contestam o resultado das eleições são um "rescaldo indesejável, porém compreensível". A fala foi feita no início da sessão plenária do STF, ontem.
 
"Parabenizo todas as instituições em sua unidade, o Estado brasileiro, por ter praticamente concluído a eleição nesse rescaldo indesejável, porém compreensível, e que nós temos um novo tempo para começar, com um novo governo, e nós continuaremos cumprindo cada um com nossos deveres", afirmou.
 
O discurso do PGR se choca com a fala de Moraes, mais cedo, quando condenou com veemência os atos realizados pelos bolsonaristas (leia ao lado). Aras também disse que foi informado, no começo da tarde de ontem, pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, de que não havia "mais nenhum bloqueio nas rodovias brasileiras". O último boletim da Polícia Rodoviária Federal (PRF), divulgado por volta das 19h, mostrou, no entanto, que restava um bloqueio e 33 interdições em estradas. (Com Agência Estado)
 
 
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