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AGRO: Ministério reconhece Rondônia como livre de Febre Aftosa sem vacinação

A assinatura foi feita pela ministra Tereza Cristina, a qual entrará em vigência a partir de 1º de setembro

ASSESSORIA

12 de Agosto de 2020 às 14:21

Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicou nesta terça-feira (11), a Instrução Normativa nº 52, que reconhece os estados que formam o bloco I (Rondônia, Acre e municípios do sul do Amazonas e uma área restrita do Mato Grosso, que faz divisa com Rondônia), além do Rio Grande do Sul e Paraná, como livres de Febre Aftosa sem vacinação. A assinatura foi feita pela ministra Tereza Cristina, a qual entrará em vigência a partir de 1º de setembro. A normativa é uma consequência do Plano Estratégico Nacional implantado no país em 2017, que visa a suspensão gradativa da vacinação contra febre aftosa no Brasil.
 
Em Rondônia, a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron), vem cumprindo etapas estabelecidas pelo Mapa, visando a obtenção do status internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação, cujo reconhecimento será definido em reunião que ocorrerá em maio do próximo ano em Paris, na sede da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
 
O reconhecimento nacional agora obtido é uma consequência natural das ações planejadas e até então executadas, tais como exame sorológico em quase 10 mil bovinos para comprovação da ausência de circulação viral da febre aftosa em propriedades rurais rondonienses, aumento de ações fiscalizatórias em áreas de divisas com outros estados e fronteira com a Bolívia, fortalecimento na infra-estrutura da Agência, contratação de médicos veterinários, dentre outros.
 
Antes do status sanitário obtido, no último dia 30 de abril, o Mapa já havia proibido a manutenção, comercialização e o uso de vacina contra a Febre Aftosa, assim como a entrada de animais vacinados contra a Febre Aftosa no bloco I.
 
“Com o apoio dos produtores rurais de Rondônia, estamos cumprindo várias etapas há mais de 20 anos, para chegarmos até esse momento. Agora temos uma responsabilidade maior, que é almejar o reconhecimento internacional de livre de febre aftosa sem vacinação, mas para tanto é necessária a nossa eterna vigilância onde tanto o setor público quanto o privado tem a sua parcela de contribuição”, afirma o presidente da Agência Idaron, Júlio Peres.
 
“É uma conquista importante para Rondônia ter o status nacional de livre de febre aftosa sem vacinação. Vamos continuar desenvolvendo as ações sanitárias necessárias, cumprindo todas as etapas recomendadas pelo Mapa, para pleitear o status de reconhecimento internacional da OIE em 2021”, disse o coordenador técnico da Agência Idaron, Walter Cartaxo.
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