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COLUNA SELMO VASCONCELLOS

COLUNA

17 de Dezembro de 2019 às 08:53

 

712 ENTREVISTAS REALIZADAS NO PERÍODO de 2009 a 2019.

 

DIANA BALIS (GISELE S LEMOS) – Rio de Janeiro, RJ.

Entrevista histórica nº347 – 27 de SETEMBRO de 2011.


Gisele Sant’ Ana Lemos, 54 anos, Psicóloga, Psicomotricista e Diretora do Grupo Conto & Cena, Professora de Música, Compositora, nasceu na cidade no Rio de Janeiro, no bairro da Lagoa Rodrigo de Freitas. Já morou em Belo Horizonte, Minas Gerais e em Trancoso,Porto Seguro, Bahia.

Gosta do mar e das montanhas.
Daí a origem do nome: Diana “A caçadora” e Bali(s) Indonésia, “mar”.
Vive na Cidade do Rio de Janeiro com pensamentos e imagens, como o vórtice da alma apaixonada. Gosta de escrever sobre a natureza das emoções humanas, sobre a solidão e o meio ambiente, na adolescência escreveu poemas e ganhou o 2o lugar no Colégio por declamar poemas. Falar da solidão do mar entre as montanhas, agitar formas entre os rochedos e as sinuosas esculturas dos corpos amantes, envolvidos em aventuras de amor.
Na fase “adultescente” mudou-se do Rio de Janeiro para Minas Gerais, e descobriu sua “mineirice”, já que é filha de pais mineiros e avô fazendeiro. Pôde entender a partir dessa mudança sua origem de vida.
Em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1985, concluiu o curso de Formação como Psicóloga, Bacharel e Licenciatura pela UFMG.
Sempre administra aulas em creche e escolas para sobreviver.
Conta histórias que inventa para as crianças e criou uma personagem de história em quadrinhos, a Maria Sorriso e O Zé do Boné, que eram desenhados em papel vegetal com nanquim e imprimidos aos seus alunos para serem apresentados como filme em slides.

Em Belo Horizonte, fez cursos de Coordenação de Grupos Operativos; Formação em Psicomotricidade Relacional; e Escola de teatro com o Diretor Pedro Paulo Cava.
Participa de eventos culturais e sociais, em todos os lugares em que vive. Gosta de ambientes urbanos e rurais.

Em Trancoso vive novo romance, vive feliz. Escreve, canta e considera a arte a expressão da visualização da sua realidade.
Na Bahia, ajudou a pesquisar os alunos que estavam fora da escola no meio rural, contribuindo para a criação da escola rural de Trancoso.
Mãe de duas (F) Ilhas, como gosta de chamá-las: Talise 24 anos e Maira 18 anos.
Sempre existem em sua vida novos amores e tristes separações.
Viver sempre, desistir jamais.
Escreve histórias, compõe suas músicas com colaboração dos músicos como Luiz Felipe Rezende, de São José dos Campos, e Carlos Revesz, do Rio de Janeiro.
Produz peças e suas trilhas sonoras, apresenta-se em Espaços culturais e sociais na cidade do Rio de Janeiro.
Começa a escrever sua primeira história “O computador na terra de gigantes” apresentada em 1997 em Espaço Cultural.
Sempre declamou poesias a públicos diversos e sempre em diferentes ambientes.
Escreve para espantar as dificuldades e a solidão. Cria... A forma de expressar-se ao amor é ao mundo. Em sentimentos, nunca teve vergonha dos seus erros, porque se dependesse de críticas, ficaria imobilizada.
Era a primeira a aprender com as suas próprias escolhas.
Atravessa sempre a Floresta da Tijuca, o que torna o cenário perfeito para suas inspirações dos atuais poemas.
Expressar sentimentos vividos... “Não sou escritora sou vivedora”
Para a quantidade de livros que vejo hoje nas livrarias,chego à conclusão de que preciso ler mais!
Vivi a vida de Simone de Beauvoir, senti a solidão de Cecília Meireles, absorvi a paixão e realismo de Gabriel Garcia Marquez e a filosofia de Jorge Luis Borges .
Os autores navegam minha mente irrequieta e, junto ao amor, declaro-me!
-Viva Casimiro de Abreu!

Leio atualmente poesias, poesias.

Vivo com poemas, como a cachoeira na nascente.
O pensamento atropela imagens da alma poética.
Brotam folhagens que caem ao vento.
Como fazer para parar de chover?
Vem, vem, e emanada à poesia que respira em mim, quero inspirar a poeira do tempo perdido sem esse ardor, e escrever ao dizer que o mundo fervilha entre os sofrimentos e os sabores.

A vida é o despetalar e também o florir.
O amor arde e ascende, e como o fogaréu da lenha queimando, às vezes é vermelho e, por outras, é azul.
Deseja ser a goteira de amor ao mundo, e que ela nunca se esgote.
Hoje se sente inteira, plena e serena.
Na linha além do horizonte, gostaria de viver o tempo de escrever, escrever, e escrever...

Como o ritmo repercutido do triângulo, agudo e suave, sinos e assuntos.
Comentar o olhar ao mundo que sorri.
E entre as formas do olhar, ao falar, vibrar com o amor gentil, como na primeira vez que abrir as pálpebras à natureza.
Escrever sobre o Amor e a solidão entre mares e montanhas.

SELMO VASCONCELLOS - Quais as suas outras atividades, além de escrever ?
Diana Balis (Gisele S Lemos) - Psicóloga, Psicomotricista e Diretora do Grupo Conto & Cena, Professora de Música e Compositora.

SELMO VASCONCELLOS - Como surgiu seu interesse literário ?
Diana Balis (Gisele S Lemos) - Na adolescência escrevia muito, e lia os livros de literatura exigidos na Escola. Por declamar poemas no Colégio Marista São José, ganhei o 2° Lugar em concurso. Mas comecei a escolher as leituras depois dos 25 anos com Gabriel Garcia Marquez, que me encantava com seus textos em espanhol, e após vieram: Cecília Meireles, Clarice Lispector, Simone de Beauvoir, Jorge Luis Borges, Tiago de Mello, Carlos Drumonnd de Andrade, Mario de Andrade, e os textos teatrais como “Liberdade, Liberdade”, mas hoje, estou apaixonada por Casimiro de Abreu. E claro, a poesia das músicas de Vinícius de Morais, Chico Buarque, Roberto Carlos. Letras de músicas são pura poesia.

SELMO VASCONCELLOS - Quantos e quais os seus livros publicados ?
Diana Balis (Gisele S Lemos) - Todos os meus livros estão publicados na internet.
Escrevi o projeto da Antologia 7 Pecados ao Blogtok, Portugal. E participei como colaboradora da Antologia www.7pecados.blogtok.com com mais de 140 poetas de vários países, lançado em junho de 2009, na feira de Barcelos. A idéia era de uma Antologia virtual aberta, continuada, em ciclos. Estamos escrevendo as 7 Virtudes. E convido os poetas seus leitores, a participação no site: www.7virtudes.blogtok.com
No Rio de Janeiro, participei do Receituarium, a Agenda Poética da Editora Oficina com 54 poetas da APPERJ dezembro/ 2010.
Lancei em 2011 o livro “Signo do Amor” no Rio de Janeiro, no Espaço Música & Arte o livro é da Editora Blogtok, de Barcelos em Portugal.
Livros e os sites:
“Cometa” www.cometa.blogtok.com Livro em Áudio, lançado no Rio de Janeiro, Catete, ao vivo com 3 Bandas de Rock, em 2003;
“A Se Par Ação de Mercúrio” http://dianabalis.blogtok.com/blog/8796// em 2004;
“Verdes e Perfeitos Amores” http://dianabalis.blogtok.com/blog/9162 2008;
“Signo do Amor” www.signodoamor.blogtok.com lançado em 2011.

SELMO VASCONCELLOS - Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz(es) de produzir poesia ?
Diana Balis (Gisele S Lemos) - Vivo entre a Floresta da Tijuca e a Barra da Tijuca, onde trabalho. Essa atmosfera propicia a valorização da vida. Deixo fluir a inspiração ao falar de amor e solidão, entre o Mar e as Montanhas.

SELMO VASCONCELLOS - Quais os escritores que você admira ?
Diana Balis (Gisele S Lemos) - Além dos Escritores citados acima, João Ubaldo Ribeiro, Umberto Eo, Graciliano Ramos, Virginia Woolf, Henry Miller, Fernando Sabino, Rubens Fonseca, vejo que são tantos os bons livros e autores, preciso ler mais.

SELMO VASCONCELLOS - Qual mensagem de incentivo você daria para os novos poetas ?
Diana Balis (Gisele S Lemos) - A inspiração e a criação são partes de um exercício individual. Escrever, para mim é prazer e trabalho de pesquisa e correção. Um poeta e um escritor devem exercitar o ler e o reescrever seu texto, levando ao leitor, algo de inédito. Não só a escrita, mas o assunto também, por exemplo, ao falarmos de “Amor”, que é o sentimento universal, deveremos dizê-lo de forma inesperada.
Hoje sigo a Alma Safada, livre para falar das travessuras ao amor. “Alma Safada” “Quando mais me dispo da alma, maior amor ela acalenta”

Lacuna

Entre nós a lacuna se estende
Como a roupa no varal esticada
Suja de vermelho coral
No tempo que negligenciou e espera
O amor virou amarrotado gesto
Mas a vida é passagem
E quem viveu, teve histórias a contar.

Diana Balis em dias sombrios. Rio de Janeiro, 24 de outubro de 2010.

***
Diana Balis responde a Vinícius de Moraes

Soneto Acordado
Diana Balis

Amor rendido convida intumescido
O desejo que refrega indecente
O sol na rua tarde abstinente
Cavalga as vestes de luz, adormecido.

O homem clareia a estrela
E penetra no alagado amor
O desapego contrário à morte, rege “vivedor”.

RJ,6 de abril de 2011.

(- São demais os perigos dessa vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida

E se ao luar, que atua desvairado
Vem unir-se uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher

Uma mulher que é feita de música
Luar e sentimento, e que a vida
Não quer, de tão perfeita

Uma mulher que é como a própria lua:
Tão linda que só espalha sofrimento,
Tão cheia de pudor que vive nua.

Vinicius de Moraes _)
*****
Amor Paisagem

As mãos encaixadas caminham na orla da praia
Os peixes foram esculpidos aos pés descalços
Entre os cabelos o sol brilha exposto.
Nas marcas da sedução as flores são de árvores.
Os beijos ao sabor da água de coco
É doce o frescor do abraço suave.
Há carícias na tarde com o homem sereno.
O poente expia o ardente desejo de voltar a amar.

Diana Balis, Rio de Janeiro, 3 de maio de 2011.
*****
Insistir

Olhar a paisagem repetida
Reflexo da imagem já passada
A vida segue córregos do abandono
O tempo é névoa no outono

Velejo a sorridente cilada
Correr na encruzilhada
O amor dormiu para sempre no desvelo
Velo calada a sorte do desmazelo

Viver é compartilhar a festa
O festim é oculto desterro
As lágrimas serão de Nossa Senhora.

Diana Balis, Rio de Janeiro, 9 de abril de 2011.
*****
Alma Safada XXIV

Sorrindo pela madrugada
Fizeste da fanfarra a rebeldia
Acordei transformada em farsante alegoria.

Diana Balis, Rio de Janeiro, 7 de março de 2011.
*****
Velho Chico

Velho Chico, que saudades!
Navega o coração com sintonia
No destino as voracidades
Desfila correntezas em fios de sincronia
Dia e noite estrelada
Avançada a mata adentrada.
Aguardo as aparições de noivo guerreiro
Entre os sulcos do namoradeiro
O Chico cede passagem à transpiração
Marcou o compasso da solidão.

Diana Balis, Rio de Janeiro, 4 de junho de 2011.

 

Direito ao esquecimento

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