'CÂMERAS SUMIRAM': ​Diretor da PP exige rigor em apuração após morte de agente em ação da PM

Câmeras de monitoramento e o celular do policial penal teriam desaparecido

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Policial penal Fabrício Borges Mendes
 
A morte do policial penal Fabrício Borges Mendes, ocorrida na última terça-feira (10), em Machadinho do Oeste (RO) gerou um clima de tensão e questionamentos entre as forças de segurança de Rondônia. 
 
O Diretor-Geral da Polícia Penal, Célio Luiz de Lima, solicitou formalmente que o Comando Geral da Polícia Militar acompanhe de perto as apurações sobre as circunstâncias da morte.
 
​O caso ocorreu pouco tempo após o encerramento do julgamento de Fabrício. O policial penal havia acabado de ser condenado a 18 anos de prisão pelo assassinato de um policial militar, crime ocorrido no bairro Areal, em Porto Velho, no ano de 2013.
 
​Cerca de 30 minutos após a sentença, uma equipe da Polícia Militar foi até a residência de Fabrício para cumprir o mandado de prisão. Segundo o boletim de ocorrência registrado pelos militares, houve uma troca de tiros e o policial penal acabou morto no confronto.
 
​Em nota, o diretor Célio Luiz de Lima manifestou "estranheza" quanto aos fatos. O ponto central do questionamento é o desaparecimento de itens que poderiam esclarecer a dinâmica da ação:
​O celular: Segundo o diretor, o agente usava o aparelho para acompanhar seu próprio júri virtual minutos antes da morte.
 
​A câmera de monitoramento: Equipamento que filmava a sala onde o policial penal estava também sumiu do local após a intervenção policial.
 
 
​"Queremos saber onde está o celular e a câmera que, segundo familiares, estavam no local até a ação que levou a óbito o PP", afirmou o diretor em seu relato.
 
​Embora tenha classificado como "lamentável" a morte do PM Garcia (vítima de Fabrício em 2013), o chefe da Polícia Penal reforçou que a instituição não aceitará dúvidas sobre o procedimento que resultou na morte do agente penal. 
 
Ele pede que o Comandante-Geral da PM, Coronel Glauber, garanta uma investigação isenta.
 
 
​"A Polícia Penal de Rondônia recepciona o caso como uma ação que precisa ser investigada e apurada com isenção das instituições envolvidas", pontuou Célio Luiz de Lima.
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