ENXUGANDO GELO: Garimpos ilegais financiam o tráfico de drogas e a exploração sexual

Mas as operações nos últimos anos apenas enxugam gelo, alguns dias depois da repressão os garimpeiros e traficantes voltam a garimpagem como novas balsas e equipamentos.

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Fio puxado

 

Em janeiro de 2020 o país tomou um susto quando agentes da Polícia e Receita Federal flagraram no Aeroporto Internacional de Manaus o empresário Brubeyk Garcia Nascimento e seus clientes norte-americanos Frank Giannuzzi e Steven Bellino tentando embarcar para Nova York com 35 quilos de ouro bruto escorados por notas frias. O episódio deixou claro que manobras semelhantes foram tentadas antes e continuariam a ser tentadas, mas ao menos ofereceram às autoridades um fio a ser puxado para bloquear repetições muito frequentes do golpe.

 

No entanto, mesmo a ampla divulgação da notícia do desmonte da trama de 2020 não serviu para desanimar os espertalhões. Um ano e meio depois, a PF interceptou um jato executivo no pátio do Aeroporto do Campo de Marte, em São Paulo, com mais 52 quilos de ouro em lingotes a bordo, endereçados ao mercado europeu, tentativa que deu mais informações às autoridades.

 

O que passa pela rede se perde até que as variações do golpe sejam mapeadas pela PF e forneçam subsídios para estreitar a malha por onde o ouro “invisível” escoa para fora do país. Seja por notas fiscais falsas, laudos forjados ou lavagem pelos meios já identificados, é preciso puxar o fio e derrubar a sangria metálica, sobretudo quando se sabe que só a Operação Sisaque descobriu notas frias emitidas por empresas de fachada em montante superior a R$ 4 bilhões. É muito para não assustar.

 

 

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As articulações

 

Passadas as eleições, a classe política se volta para a renovação das mesas diretoras da Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senador. Em Rondônia, desponta como favorito para presidir a casa de leis estadual a partir de janeiro, o deputado estadual Alan Queiroz. Na Câmara dos Deputados, o atual presidente Hugo Mota e no Senado também o atual presidente David Alcolumbre. As articulações nos gabinetes começaram. No Senado, os bolsonaristas querem impor a eleição à presidência daquela casa o senador Rogério Marinho, que foi coordenador da campanha do fujão Flávio Bolsonaro.

 

 

Onda imigratória

 

Insatisfeitos como nova vitória do presidente Luís Inácio Lula da Silva, bolsonaristas de várias partes do Brasil, estimulados pela fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), buscam trocar de País. A preferência é morar nos Estados Unidos, mas centenas deles também cogitam se transferir para o Paraguai, onde grandes empresários conservadores estão se instalando como o apresentador Ratinho e o Velho da Havan. Os dois países não têm SUS e qualquer atendimento médico para tratar um joelho quebrado custa uma fortuna. No Paraguai muitos imigrantes voltam ao Brasil para em Foz do Iguaçu se tratar de problemas da saúde.

 

 

Enxugando gelo

 

Em mais uma operação para desmantelar os esquemas de garimpo ilegal ao longo do Rio Madeira, com a destruição de balsas e equipamentos, a Polícia Federal em parceria com organismos ambientais, no início da semana impuseram graves prejuízos para os empresários do ramo. Os garimpos ilegais atualmente funcionam como pontos de abastecimento do tráfico de drogas e exploração da prostituição. Mas as operações nos últimos anos apenas enxugam gelo, alguns dias depois da repressão os garimpeiros e traficantes voltam a garimpagem como novas balsas e equipamentos. O crime organizado está comandando tudo com a liderança do Comando Vermelho.

 

 

Antigas lideranças

 

Uma nova geração de políticos está assumindo o comando dos destinos rondonienses. Quarentões como o governador eleito Marcos Rogério, o prefeito de Porto Velho Leo Moraes, o senador Fernando Máximo, vão assumindo o protagonismo político em Rondônia, com os anciões ficando para trás. São os casos do ex-senador Ernandes Amorim, do ex-deputado estadual Carlos Magno barrados nas urnas, ou lideranças que já não disputam os votos, como o ex-senador Amir Lando, o ex-prefeito de Porto Velho José Guedes, ou aqueles já aposentados das campanhas, caso dos ex-governadores José Bianco, Oswaldo Piana Filho e mais recentemente o senador Confúcio Moura que desistiu de disputar a reeleição.

 

 

Reação ao pedágio

 

O deputado federal Lucio Mosquini (PL-RO), que foi escolhido pelo governador eleitor Marcos Rogerio (PL) para coordenar o processo de transição perante a gestão do coronel Marcos Rocha, também está liderando a reação da nova bancada federal perante o brutal pedágio implantado em Rondônia e que está trazendo graves prejuízos a economia do estado, principalmente ao agronegócio e ao custo de vida com os produtos alimentícios encarecendo devido ao elevado custo nos transportes. Unido a bancada federal o governador eleito Marcos Rogério vai entrar com tudo para rever esta situação.

 

 

Final melancólico

 

O coronel Marcos Rocha (PSD) está encerrando seu segundo governo de forma melancólica. Além de enfrentar um verdadeiro rombo no orçamento, viu seu candidato a governador, o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria se lascar no confronto com o governador eleito Marcos Rogério. Rocha está finalizando sua gestão rompido com o atual vice=governador Sergio Gonçalves, está com contratos vultuosos suspensos neste fim de governo, não cumpriu muitas promessas de campanha, desde a construção do Heuro hospital ao novo estádio Aluizão e deixa setores essenciais da sua administração, como nas áreas de saúde e segurança pública em colapso.

 

 

Via Direta

 

*** Com a construção da ponte binacional em Guajará Mirim, conectando o Brasil a Bolívia, os preços dos imóveis subiram geometricamente na fronteira*** Mas terminada a obra, os preços voltam a normalidade, como ocorreu em Porto Velho depois da conclusão das usinas de Jirau e Santo Antônio *** Em vista da posse do presidente Luís Inácio Lula da Silva em 5 de janeiro a posse dos governadores eleitos na eleição de outubro foi transferida para 6 de janeiro para que todos eles possam participar das cerimônias em Brasília *** Antes, porém, teremos 4 de janeiro, data comemorada em Rondônia, na transformação do território em estado.

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