Visando adequar o Zoneamento Socioeconômico e Ecológico do Estado de Rondônia (ZEE), o presidente da Associação Rondoniense de Engenheiros Florestais (AREF), Joel Mauro Magalhães esteve reunido com o presidente da Comissão de Políticas e Atividades Industriais, Comerciais, Rurais e Pesqueiras (Cpaicrp) da Assembléia Legislativa, deputado Luiz Cláudio (PTN) para que seja viabilizado o estudo para a 3ª Aproximação, além de priorizar que seja realizada por técnicos de Rondônia.
De acordo com Joel Magalhães, o estado hoje conta com técnicos capacitados, alem de contar com o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) em Porto Velho e com a Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e Letras de Rondônia (Faro) que possui um laboratório completo para a realizar as análises. Destacou que a 2ª Aproximação completou 10 anos no ano passado, estando defasada, o que permite a realizar 3ª Aproximação.
O engenheiro florestal salientou que está preocupado que aconteça o que houve na 2ª Aproximação, onde não houve a participação de empresa e técnicos de Rondônia, mas sim de um consórcio composto por uma empresa americana, italiana e uma brasileira: DHV/Consultant + Eptiza + Tecnosolo. O deputado Luiz Cláudio concordou com a posição da AREF de que Rondônia tem técnicos capacitados e a infra-estrutura necessária para a realização da 3ª Aproximação, para que não haja evasão de divisas. “Se não tiver a participação de empresas de Rondônia, então que seja realizado por empresa brasileira. O que não pode é contratação de empresa estrangeira”, avaliou.
Luiz Cláudio ressaltou que por determinação da legislação, no que diz respeito especificamente ao conteúdo do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico deverá prever, entre outros aspectos, a divisão do território em zonas, cuja definição deverá levar em conta o diagnóstico dos recursos naturais, a situação jurídico-institucional, considerar as informações constantes do Sistema de Informações Geográficas. “Esses aspectos implicam em abordagem multidisciplinar, capaz de considerar na elaboração do zoneamento, a estrutura dinâmica ambiental, econômica, os valores históricos e evolutivos do patrimônio biológico e cultural do pais, a fim de estabelecer as relações de interdependência entre os sub-sistemas físicobiótico e socioeconômico”, complementou.
Para o presidente da Comissão de Agricultura da Assembléia, o Zoneamento Socioeconômico e Ecológico de Rondônia para o desenvolvimento rural rondoniense, posicionou o estado no patamar de 2º maior produtor de madeiras nativas da Amazônia; 2º maior produtor de cacau da Amazônia; 5º lugar nacional em termos de plantel bovino; 6º produtor nacional de café, sendo o 1º da região Norte em café conilon e caminha para galgar colocação de destaque no contexto do agronegócio amazônico.
Em sua avaliação, para que Rondônia possa ocupar posição cada vez mais relevante neste competitivo campo da geração de matérias-primas industriais e alimentícias é imperativo que a versão vigente de seu zoneamento seja atualizada e que sejam valorizados os técnicos e a infra-estrutura de Rondônia.