O pré-candidato do PT à sucessão estadual, deputado federal Eduardo Valverde, persiste em fazer política à moda antiga, com frases de efeito, promessas messiânicas e discursos bombásticos, mas vazio de conteúdo, mostrando, à evidência, que, em termos de tática eleitoral, está na idade na pedra lascada.
Hoje, porém, ao contrário do que pensa Valverde, o povo passou a ser um obreiro de pá na mão, num trabalho solidário, com outros obreiros, realizando uma tarefa coletiva, procurando extirpar as estruturas cediças da politicagem para dar lugar aos mais capacitados e verdadeiramente comprometidos com as causas sociais, e não com interesses partidários.
Isso, evidentemente, se fará sentir, com mais intensidade, já nos próximos pleitos eleitorais, com reflexos na Assembléia Legislativa, em cuja esfera o sentimento de renovação popular parece apontar para uma mudança radical. Oxalá, isso aconteça.
Administrar um estado com a dimensão e os problemas que tem Rondônia é uma tarefa espinhosa, complexa. Engana-se, portanto, quem acredita que os males crônicos que atormentam a população, sobretudo nas áreas da segurança pública, saúde e educação, serão resolvidos com passes de mágica e arroubos demagógicos.
O êxito de uma administração não se alcança, jamais, tecendo-o com os fios da demagogia ou do fisiologismo, mas, sim, com competência, honestidade, sinceridade, espírito público e, principalmente, respeito à população.
Em passado não muito distante, era comum ver o deputado Valverde nas páginas dos jornais e na televisão, condenando a corrupção, o corporativismo, o fisiologismo, o clientelismo, o nepotismo e tantas outras bandalheiras que enxovalham a administração pública. Depois do escândalo que espatifou o cristal da ética petista, levando de roldão a cúpula nacional do partido dos trabalhadores, Valverde mudou o discurso.
Os servidores públicos, outrora bandeira de luta do PT, hoje, vive na corda bamba, sem serem malabaristas, ganhando salários de fome, e, de quebra, ainda querem tirar-lhes direitos adquiridos, a duras penas. Não é, deputado? Repare-se o que turma do Sobrinho vem fazendo com os funcionários municipais.
O prefeito diz que não tem dinheiro para implantar o PCCS da categoria, mas inchou a folha de pagamento do município com a criação de cargos comissionados e funções de confiança, para acomodar “companheiros” e cabos eleitorais de aliados políticos.
Não é á toa, contudo, que a administração Sobrinho chegou ao fundo do poço, em termos de credibilidade. E que a candidatura de Valverde, ao governo do estado, tem todos os ingredientes para tornar-se um fiasco eleitoral.