Localizado às margens do rio Madeira, o distrito de Calama, em Porto Velho (RO) enfrenta uma onda de violência que tem tirado o sono dos moradores.
Através das redes sociais e canais de denúncia, cidadãos da localidade fazem um apelo desesperado por segurança pública, relatando que a ausência de policiamento ostensivo transformou o distrito em alvo fácil para criminosos.
Um dos relatos mais recentes envolve uma idosa, moradora da região. No último domingo (26), enquanto a senhora se ausentava de casa por apenas duas horas para participar de uma escola bíblica na igreja local, criminosos invadiram sua residência.
Ao retornar, por volta das 10h da manhã, a idosa encontrou o imóvel revirado e constatou que havia sido vítima de furto.
"Vem aqui fazer um pedido de socorro, porque nós, cidadãos de bem, estamos passando por momentos muito difíceis", desabafou um familiar da vítima, que preferiu não se identificar por medo de retaliações.
A onda de crimes não poupa nem os pequenos empreendedores.
Há menos de 15 dias, o estabelecimento comercial de um morador conhecido como José Paraíba também foi invadido.
Segundo relatos da comunidade, os criminosos levaram uma grande quantidade de mercadorias, gerando um prejuízo financeiro significativo para o comerciante.
A principal reclamação da comunidade de Calama é a falta de efetivo policial.
Os moradores afirmam que a sensação de impunidade encoraja os ladrões, que agem à luz do dia, sabendo da dificuldade de resposta rápida das forças de segurança devido à distância.
"Pedimos socorro em nome da comunidade de Calama. Por favor, nos ajudem", clama o texto que circula em grupos de mensagens e redes sociais, direcionado às autoridades de Porto Velho e ao Governo do Estado.