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ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA: Polícia Civil faz operação contra facção que jogava droga em presídio através de drone

Além das buscas e prisões temporárias, também foi deferido o sequestro de valores em disponibilidade dos líderes do grupo, até o limite de R$ 200 mil reais

ASSESSORIA

18 de Novembro de 2020 às 09:19

Foto: Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (18) a Polícia Civil do Estado de Rondônia, por intermédio da 1ª Delegacia de Ji-Paraná (Núcleo de Roubos), deflagrou ação ostensiva para o cumprimento de 06 (seis) mandados de prisão temporária e 09 (nove) mandados de busca e apreensão visando coletar elementos de prova em inquérito que apura os crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de capitais e outros delitos.
 
Além das buscas e prisões temporárias, também foi deferido o sequestro de valores em disponibilidade dos líderes do grupo, até o limite de R$ 200 mil reais. Dois deles são presos conhecidos no meio policial como chefes/líderes de uma das facções criminosas que agem na região.
 
A ação teve como alvos 11 (onze) investigados indiciados pelos crimes referidos e suspeitos de promover e integrar organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e outros delitos, em especial em fazer adentrar drogas e celulares na unidade prisional Agenor Martins de Carvalho, localizada em Ji-Paraná, para uso de uma facção criminosa que atua na região.
 
A investigação tramita há alguns meses, ficando claro que a ORCRIM ora investigada é um braço de uma facção nacional, que tem atuado no município de Ji-Paraná tanto nas ruas (com roubos e tráfico de drogas) como especialmente desenvolvendo métodos para fazer adentrar celulares e drogas para faccionados que estão recolhidos nas unidades prisionais.
A investigação teve início a partir de informações de que esse grupo criminoso estaria buscando formas de lançar drogas e celulares com Drones dentro da unidade prisional, tendo inclusive ocorrido duas tentativas falhas, com a apreensão ou abate dos aparelhos pelos policiais penais.
 
A Polícia Civil deflagrou anteriormente, em 27 de setembro de 2020, uma operação denominada Offline, em parceria com a SEJUS, visando também colher elementos para o indiciamento dos envolvidos, com o recolhimento de diversos aparelhos telefônicos dentro da unidade prisional, os quais eram utilizados pelos líderes da facção.
 
A operação foi coordenada no âmbito do Núcleo de Roubos e Tráfico da 1ª Delegacia de Polícia de Ji-Paraná, onde tramita o inquérito policial sob responsabilidade do Delegado Julio Cesar de Souza Ferreira.
 
De acordo com a autoridade policial: “a ação de hoje não apenas desarticula esse grupo, como desestabiliza a facção que eles integram, e consequentemente reduz o escopo de sua ação nas ruas, reduzindo o número de roubos e furtos por algum período e impactando a dinâmica do tráfico de drogas em Ji-Paraná”.
As prisões tem prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogadas e convertidas em prisão preventiva.
 
A LOGÍSTICA
 
Participaram da operação cerca de 55 policiais civis, dentre delegados, escrivães e agentes, oriundos de todas as unidades policiais de Ji-Paraná, Ouro Preto do Oeste, Mirante da Serra, Seringueiras e Alvorada do Oeste.
 
O NOME DA OPERAÇÃO
 
O nome da operação faz referência à forma engenhosa que utilizaram para tentar manter os líderes da facção em contato com o mundo externo e ainda para distribuírem drogas dentro da penitenciária, ou seja, com a utilização de drones.
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