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CARBONIZADO: Juri que condenou policiais que mataram e atearam fogo em corpo de jovem é anulado

O julgamento que condenou Jonas e outros dois policiais a quase 100 anos de prisão (ocorrido em 2017), foi anulado, mas segundo a desembargadora não há motivo para que ele seja solto

TJ/RO

03 de Outubro de 2020 às 10:21

Foto: Divulgação

 A desembargadora Marialva Daldegan Bueno, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, indeferiu o pedido de relaxamento de prisão de Jonas Augusto dos Santos Silva, acusado de envolvimento no cruel assassinato de Alysson Henrique de Sá Lopes, e tentativa de homicídio contra outras duas vítimas, durante um conflito agrário na cidade de Cujubim, em fevereiro de 2016, na Fazenda Tucumã. 
 
O julgamento que condenou Jonas e outros dois policiais a quase 100 anos de prisão (ocorrido em 2017, foi anulado, mas segundo a desembargadora não há motivo para que ele seja solto. Atualmente, ele encontra-se preso no presídio de Ariquemes, aguardando a data de um novo julgamento. Jonas está preso por força de um mandado de prisão preventiva, desde o dia 23 de março de 2016. 
 
Segundo os advogados, com a anulação do júri, voltou-se à fase da pronúncia (denúncia) do réu e o fato dele estar preso há mais de quatro anos é constrangimento ilegal. O pedido de anulação foi ajuizada pelo Ministério Público face a absolvição dos cinco réus da ação penal, em relação ao assassinato de, Ruan Lucas Hildebrandt de Aguiar, de 18 anos cujo corpo nunca foi encontrado. 
 
Para a desembargadora, a manutenção do policial militar é necessária: “Embora o impetrante sustente que a manutenção da prisão provisória não se mostre mais necessária, entendo que, ao contrário do que alega, a manutenção da prisão preventiva ainda mostra-se recomendável, a fim de garantir a ordem pública, a aplicação da lei penal e a instrução processual, porquanto recai sobre o paciente a autoria de crimes graves, consistentes na prática de homicídios qualificados consumados e tentados, ocorridos em contexto de conflito agrário, fato que causou repercussão social negativa na comarca de Ariquemes e região... “, disse ela na sua sentença. 
 
No julgamento ocorrido de 2017 foram julgados Rivaldo de Souza (vulgo Neguinho), os policiais militares Moises Ferreira de Souza e Jonas Augusto dos Santos Silva (vulgo Bá), além do fazendeiro Paulo Iwakami, o Paulo Japonês, dono da fazenda que teria contratado o serviço e Sérgio Sussumu Suganum, na época presidente da Associação Rural de Ji-Paraná.
 
 Jonas e Moisés foram condenados, respectivamente a 28 e 30 anos de prisão; Sérgio, apenas oito anos e Paulo Japonês, absolvido por insuficiência de provas e Sunaguma 8 anos e 4 meses. Foi ele quem indicou os serviços de Jonas para o colega Paulo Japonês ´desafetar´suas terras da presença de invasores. 
 
A vítima Alysson foi capturado quando bebia água e encontrado morto no dia seguinte, amarrado e com o corpo carbonizado em um veículo pertencente a seu pai. As vítimas eram agricultores ligados ao movimento de sem-terras na região. Além da morte dos jovens, houve três tentativas de assassinato contra os agricultores Renato de Souza Benevides, Raimundo Nonato dos Santos e Alessandro Esteves de Oliveira.
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