ENROLADO: Novo secretário de Saúde de Guajará-Mirim já foi preso pela PF

João Paulo Primus Fernandes da Costa usava documentos falsos em nome de outro médico para exercer a profissão no interior de São Paulo

ENROLADO: Novo secretário de Saúde de Guajará-Mirim já foi preso pela PF

Foto: Divulgação

A Prefeitura de Guajará-Mirim nomeou na manhã desta quinta-feira (27), como secretário municipal de Saúde, João Paulo Primus Fernandes da Costa. Ele irá ocupar a vaga deixada pela antiga titular da pasta, a enfermeira Marlene Alves, que pediu exoneração do cargo, após ter assumido em 03 de novembro de 2021.
 
A nomeação seria apenas um ato protocolar no município que, na gestão da atual prefeita Raíssa Bento (MDB) já teve seis titulares na saúde. No entanto, João Paulo assume a secretaria sob a desconfiança dos moradores, já que ele tem alguns problemas judiciais a serem resolvidos na área da Saúde.
 
O novo secretário municipal foi alvo em novembro de 2019, da Operação Cochabambas, feita pela Polícia Federal, que investigou pessoa que atuava ilegalmente como médico, nas cidades paulistas de Itapeva, Tatuí, Itapirapuã e Itararé.
 
No estado de São Paulo, denúncias foram feitas na imprensa local em relação à atuação como médico de João Paulo. Ele trabalhava usando o nome de um médico reumatologista, chamado Liszt Jonney Silva dos Santos, morador de Ji-Paraná, cujo diploma utilizou e a partir dele falsificou uma cédula de identidade médica do Conselho Federal de Medicina.
 
Ao perceber que o cerco estava se fechando, segundo os jornais locais, ele deixou o interior paulista e se mudou para Rolim de Moura, em Rondônia. Em nosso Estado, ele vivia com a médica Fernanda Demoliner, onde além de atuarem na medicina, também abriram um comércio de alimentos na cidade, até serem descobertos pela Polícia Federal.
 
Prisão
 
O novo secretário municipal de Saúde de Guajará, João Paulo Primus Fernandes da Costa, responde por vários crimes que vão de falsidade ideológica a peculato
 
A operação da PF também se desenrolou nas cidades rondonienses de Santa Luzia do D’Oeste, Rolim de Moura e Ji-Paraná. No dia 12 de junho de 2019, a 2ª Vara Criminal da Comarca de Tatuí, em São Paulo, decidiu decretar a prisão preventiva de João Paulo Primus Fernandes da Costa.
 
Ele está sendo processado pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso, falsificação de documento público, exercício ilegal da medicina e peculato, fazendo-se passar por outro médico.
 
João Paulo esteve preso por um tempo, e até a nomeação como Secretário de Saúde de Guajará-Mirim, esse lado obscuro da vida dele estava oculto e poucas pessoas sabiam dessa situação.
 
O jornalista Carlos Caldeira (Blog do Caldeira), teve acesso ao Boletim de Ocorrência registrado pelo reumatologista Liszt Jonney Silva dos Santos contra João Paulo, pelo uso do nome dele. No documento, o verdadeiro médico explica o que passou por esse motivo.
 
“Fui vítima de um estelionatário, de uma quadrilha que faz uso de documentações falsas para exercer ilegalmente a medicina no estado de São Paulo. A pessoa já atuava há mais de três anos com meu nome, com documentações extraviadas, que devem ter sido burladas e falsificadas. Quero ressaltar que minha profissão é reumatologia, e resido em Ji-Paraná, Rondônia, na qual não me ausento para outras localidades para exercer meu trabalho. Não atuo no estado de São Paulo”
 
No período em que atuou como falso médico, segundo as investigações policiais, João Paulo, conseguiu obter, através de documentos verdadeiros de Liszt Jonney, uma inscrição secundária no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP).
 
A partir de então, João Paulo, constituiu empresa e, por vários anos, prestou serviços para prefeituras do interior paulista, tendo acumulado um patrimônio de R$ 8 milhões. 
 
Conforme o jornalista Carlos Caldeira, a oportunidade para ocupar o cargo de secretário municipal de Saúde, em Guajará-Mirim, só foi possível após a indicação de um deputado estadual e de um vereador da cidade.
 
Um fato que chamou a atenção nessa investigação, é que só foi possível a descoberta que João Paulo não era o médico Liszt Jonney Silva dos Santos, após uma briga de um casal. Nessa hora, um dos brigões teria dito: “Esse cidadão não é médico, foi expulso da faculdade no segundo ano”.
 
A partir daí, começaram as desconfianças que chegaram até a Polícia Federal e desembocaram na ‘Operação Cochabambas’, com a prisão de João Paulo.
 
Direito ao esquecimento

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