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US$ 26 MILHÕES: Estelionatária se passa por militar americana e tenta aplicar golpe em RO

Entenda o caso

FOLHA DO SUL ONLINE

08 de Outubro de 2020 às 08:39

Atualizada em : 08 de Outubro de 2020 às 08:42

Foto: Divulgação

 

FOLHA DO SUL ONLINE - Através do Linkedin, aplicativo usado para quem deseja apresentar currículos profissionais em empresas, uma golpista aparentemente internacional conseguiu fazer contato com o comerciante Juliano Andrade, 33 anos, de Vilhena.

 
Em conversa com site citado, Andrade revelou que os contatos iniciais foram feitos por e-mail, e em inglês, há cerca de duas semanas. Ele precisou usar uma ferramenta do Google para ler e responder as mensagens. 
 
Identificando-se como Nina Fowler, militar americana em missão no Afeganistão, a golpista disse que, combatendo grupos terroristas naquele país, ela e os colegas encontraram uma fortuna em dólares. O comandante teria dividido a fábula entre os soldados, recebendo cada um U$ 26 milhões.
 
O dinheiro, argumentou a suposta militar, teria sido depositado num banco da Turquia, e ela precisava do vilhenense para gerir o investimento milionário a ser aplicado provavelmente no Brasil. O golpe era tão sofisticado que o representante de um grupo de investidores também entrou em contato com Juliano, para garantir que a fortuna existia.
 
Andrade revela que, desde o começo dos contatos já sabia que se tratava de um golpe, mas que resolveu continuar a conversa com os golpistas para ver até onde iria finalizar toda a trama.
 
Foi quando o vilhenense pediu que a pessoa identificada como Nina Fowler lhe enviasse uma foto ou um vídeo para poder conhecer melhor com quem estaria falando. A pessoa obviamente se recusou a enviar,  alegando que não poderia fazer, pois estava em trabalho e não tinha privacidade pra isso.
 
Juliano questionou a alegação. Foi quando os golpistas, o bloquearam no Twitter, onde as conversas estavam ocorrendo. Desconfiado, o vilhenense pesquisou o perfil de Nina no Facebook e no Instagram, e constatou que a mulher de fato e existe e serve ao Exército dos EUA.
 
Porém ao contar a ela que havia visitado seu perfil nessas redes sociais, a mulher reagiu e disse que isso não deveria ser feito novamente. “Ela disse que é monitorada pelo Exército. Acho que a tal Nina, que é real, nem sabe que estão usando o nome e a foto dela”.
 
A conversa com Juliano foi encerrada antes mesmo de ele receber uma apólice de seguro, que deveria pagar, para ter acesso à quantia milionária. “Mas resolvi alertar, porque eles podem estar tentando fazer outras vítimas em Vilhena”.
Direito ao esquecimento

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