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DESESPERO: 'A situação de Guajará está crítica, pois não tem estrutura hospitalar', diz deputado Neidson

Ele relatou que os profissionais de saúde denunciam a falta de vários medicamentos para fazer sedação e intubação de pacientes com Covid-19

RONDONIAOVIVO

09 de Junho de 2020 às 16:33

Atualizada em : 10 de Junho de 2020 às 08:50

Foto: Divulgação

 

O deputado estadual Dr. Neidson (PMN), que tem como base a região de Guajará-Mirim, estava na manhã, desta terça-feira (09), no município rondoniense, que faz fronteira com a Bolívia, fazendo atendimentos de pacientes com a Covid-19, no hospital local.

 
A quantidade de pessoas infectadas na cidade disparou e mostrou a total falta de estrutura para atender a esses pacientes. A situação chegou a um ponto em que o governo do Estado teve de organizar uma força tarefa para atuar no setor de Saúde do município. Guajará Mirim tem, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, 406 casos confirmados de Covid-19, e soma 27 mortes.
 
 
Neidson informou que tem conversado com profissionais de saúde que atuam no município e que as notícias não são boas. “Dizem que faltam medicamentos para fazer sedação e entubação. Falei com o enfermeiro que está na coordenação do Covid-19 aqui, e ele me disse que tem pouca medicação. Mas, segundo os médicos está em falta”, declarou.
 
Outra afirmação feita pelo parlamentar é a de que o Estado ofereceu poucos equipamentos para combate a Covid-19. Por outro lado, ele elogiou a força-tarefa que foi enviada para o município. 
 
“Mandaram pouca quantidade de medicamentos. Os profissionais que vieram fizeram uma organização do fluxo de atendimento. Isso ajudou muito e aumentou o número de casos, pois começaram a testar. Mas a situação não está boa”, disse.
 
Outra denúncia feita pelo deputado foi a de que tinham R$ 14, 2 milhões na conta da Prefeitura de Guajará Mirim para custeio. Ele afirmou que metade desse valor, R$ 7 milhões, tiraram para pagamento de folha de pessoal; R$ 3 milhões é da Secretaria Especial de Saúde Indígena para investir em construções na aldeias; e o restante vai para o Covid. A dificuldade deles aqui é a aquisição de medicamentos e materiais.
 
 
“Tem um empenho de quatro ventiladores e quatro monitores cardíacos, mas a empresa diz que não tem previsão de entrega. A situação está difícil. Medicamentos não tem. Só tem cloroquina, azitromicina e hipermectina, o paciente tem que comprar. Quanto a equipe do Estado, todos já foram embora e só ficou um bombeiro da Defesa Civil. A situação em Guajará está crítica, pois, não tem uma estrutura hospitalar para fazer o atendimento do Covid. A Assembleia Legislativa já pediu ao governo estadual que fizesse uma intervenção na saúde do município”, denunciou. 
 
 
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